Empresas buscam cafés com denominação de origem
A busca por aromas e sabores diferenciados é uma tendência que atravessa o universo gourmet. Há alguns anos, os conceitos de denominação de origem, conhecidos pela sigla DOC, e de terroir deixaram de ser exclusividade dos produtores de vinho e passaram a estampar rótulos de outros produtos, como o café.
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A exemplo da Café do Ponto, que já descobriu e explora esse filão, a Melitta acaba de lançar a linha Regiões Brasileiras. "Percebemos a oportunidade de lançar cafés diferenciados, explorando as diferentes características em aroma e sabor obtidas em função dos diferentes terroirs de cada região produtora", explica Isabel Tarsitano, diretora de marketing da empresa.
Segundo a barista e colunista de Menu Isabela Raposeiras, é importante a distinção de café regional e de terroir. "Em uma mesma região, existem terroirs distintos. No Cerrado, é possível ter cafés com aromas herbáceos, além de achocolatados e frutados", explica Isabela. Dessa maneira, a linha Regiões Brasileiras entra na categoria "cafés de origem". São cafés regionais que ressaltam algumas características. E elas os distinguem entre si. "Acho legal que uma multinacional faça isso. É uma iniciativa educativa para os consumidores, que podem se acostumar à terminologia, embora acredito que o produto esteja direcionado ao público que aprecia cafés gourmets", diz a barista.
Em um mercado consumidor de café que abarcava 97% da população, em 2008, segundo a sexta edição da pesquisa Tendências do Consumo de Café no Brasil, realizada pela InterScience, a empresa estipula metas mais ambiciosas que elevem para mais de 1% o consumo de cafés especiais. "É necessário um forte trabalho junto aos consumidores, conscientizando- os sobre as vantagens de provar cafés diferenciados", afirma Isabel.
"Os cafés do sul de Minas tendem a ter aromas mais pronunciados e sabores mais democráticos, diferentemente de outras regiões, que podem apresentar características sensoriais menos familiares", arrisca Isabela.
A reportagem é de Fábio Farah, para Revista Menu, resumida e adaptada pela Equipe CaféPoint.
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LAVRAS - MINAS GERAIS - PESQUISA/ENSINO
EM 25/08/2010
Muito oportuna a reportagem. Esta iniciativa de grandes empresas do setor mostra que o consumidor brasileiro está em um processo de evolução constante, e que já existe espaço para produtos relacionados à origem, mesmo no mercado brasileiro de café.
Porém, falta muita coisa por se fazer, como por exemplo, definir e padronizar os cafés de cada região brasileira. Este seria o primeiro passo.
Outro ponto importante é usar uma identificação e um sistema de controle que garanta aos consumidores que o café atende aos padrões da região e que realmente é oriundo daquele local. Café com origem, sem qualidade, não gera valor.
Hoje, a única indicação geográfica reconhecida no Brasil no café é o café do cerrado mineiro. Existem outros projetos a caminho.
Agora vem a pergunta, é possível que os produtores de outras regiões ganhem algo com isso?
Um abraço,
Paulo Henrique Leme
P&A Marketing Internacional
PATROCÍNIO - MINAS GERAIS
EM 24/08/2010
Saudações.
Juliano Tarabal
Superintendente
Fundação Café do Cerrado