Embrapa: tecnologias que melhoram a qualidade do café

Pesquisadores da Embrapa Café e da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia apresentam a técnica de propagação assexuada ou vegetativa para o café, que permite multiplicar, em larga escala, as variedades de café que são, a cada ano, melhoradas pela pesquisa, tornando-as mais acessíveis aos produtores de mudas.

Publicado por: CaféPoint

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A clonagem de plantas por embriogênese somática é a tecnologia que está sendo destacada pela Embrapa Café para apresentação aos visitantes do Ciência para a Vida - VI Exposição de Tecnologia Agropecuária, realizada na Sede da Embrapa, em Brasília.

Pesquisadores da Embrapa Café e da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia apresentam a técnica de propagação assexuada ou vegetativa para o café, que permite multiplicar, em larga escala, as variedades de café que são, a cada ano, melhoradas pela pesquisa, tornando-as mais acessíveis aos produtores de mudas.

As novas plantas são obtidas a partir de tecidos vegetais, tais como folhas, sem a necessidade de sementes. Os fragmentos vegetais geram acúmulos de células, denominados calos embriogênicos, que dão origem a embriões de uma nova planta. A germinação acontece em equipamentos denominados bio-reatores, que permitem a produção de até 150.000 mudas de café ao mesmo tempo.

A Embrapa Café também trouxe para o Ciência para a Vida as pesquisas que são realizadas no âmbito do Consórcio Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento do Café (CBP&D/Café), administrado pela Unidade Descentralizada da Embrapa, como o controle biológico de pragas do cafeeiro, o aproveitamento das águas residuárias do café, o mapeamento da cafeicultura por meio de geotecnologias e a metodologia de transferência das tecnologias Treino e Visita.

Conforme Maurício Sérgio Zacaria, pesquisador da Embrapa Café/Ecocentro (Centro de Manejo Ecológico de Pragas e Doenças das Plantas, o manejo ecológico das pragas do cafeeiro, técnica por meio da qual se utilizam o manejo da lavoura e inimigos naturais das pragas para sua eliminação ou diminuição, é uma forma mais ecológica de condução da lavoura, que dispensa o uso de agrotóxicos.

Sammy Fernandes Soares, pesquisador da Embrapa Café/Epamig, ressalta que os estudos de aproveitamento das águas residuárias do café tem por objetivo minimizar a quantidade de água gasta no processamento do café, além de não desperdiçá-la, visto que contém nutrientes que podem ser aproveitados pelas plantas. A tecnologia está sendo mostrada por meio de um protótipo do sistema de decantação e filtragem da água residuária do processamento dos frutos do café.

A pesquisadora da Embrapa Café/Epamig, Helena Maria Ramos Alves, está repassando aos visitantes os resultados obtidos com as pesquisas relativas à caracterização e estudo da evolução do parque cafeeiro no sul do estado de Minas Gerais. Para a realização dos estudos são utilizadas as mais modernas tecnologias, tais como o GPS, imagens de satélites e imagens de radar e softwares.

Conforme Walbert Junior Reis dos Santos, bolsista do CBP&D/Café, esse conjunto de tecnologias pode ser utilizado tanto no zoneamento agroclimático quanto na tomada de atitude por parte dos cafeicultores e na elaboração de políticas públicas. As informações são de Jurema Iara Campos, da Embrapa Café.
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