Embrapa: seminário na Fenicafé divulga os benefícios da técnica do estresse hídrico do café

Maior produtividade, melhor qualidade dos frutos, bom preço e menor custo de colheita. É o que promete a técnica do estresse hídrico do café, que aumenta a produtividade em até 15% com um aproveitamento de grãos cereja de até 90% durante a colheita apenas reduzindo custos. Segundo Antônio Fernando Guerra, pesquisador da Embrapa Cerrados, palestrante da Fenicafé 2013, essa técnica é basicamente constituída da suspensão da irrigação em um período definido.

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Maior produtividade, melhor qualidade dos frutos, bom preço e menor custo de colheita. É o que promete a técnica do estresse hídrico do café, que aumenta a produtividade em até 15% com um aproveitamento de grãos cereja de até 90% durante a colheita apenas reduzindo custos. Segundo Antônio Fernando Guerra, pesquisador da Embrapa Cerrados, palestrante da Fenicafé 2013, essa técnica é basicamente constituída da suspensão da irrigação em um período definido.

No evento, que acontece em Araguari, no Cerrado Mineiro, Guerra falou sobre as inovações nos sistemas de cultivo de café, como busca constante da competitividade e sustentabilidade.

"Essa definição faz com que haja uma sincronização no desenvolvimento das gemas produtivas e, consequentemente, uma floração exuberante e uniforme, de modo que os frutos possam se desenvolver ao mesmo tempo e, no final, o produtor obter pelo menos 85% de grãos cereja no momento da colheita", explica o pesquisador.

A técnica aumenta ainda a produtividade em torno de 15% em função do melhor aproveitamento do trabalho da planta. Guerra conta que, na cafeicultura tradicional, com irrigação durante todo o ano, o produtor tem até 5 períodos de florações.

“Os frutos provenientes das primeiras florações secam na planta, caem e continuam sendo umedecidos. Consequentemente, eles ficam ardidos. Já os das últimas florações, não terão um enchimento completo. Portanto, o produtor colhe um grão verde que ainda não completou a fase de enchimento”, diz.

Com a técnica do estresse hídrico controlado, é possível obter uma uniformização da floração e do desenvolvimento do fruto, como fala o pesquisador. Em vez de colher até 35% de grãos cereja, o produtor passa a colher até 90%, o que aumenta a produtividade.

"Outro benefício é a possibilidade de colher grãos cereja para a produção de cafés especiais, que contam com melhor preço de mercado, levando em consideração o tratamento de forma adequada", acrescenta Guerra.

O pesquisador garante que essa é uma técnica de custo negativo, ou seja, o produtor deixa de aplicar água por 72 dias durante o período mais seco do ano. Com isso, economiza-se em torno de 35% da água e da energia utilizada na irrigação.
 
A matéria é da organização do evento, adaptada pelo CaféPoint.
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mucio cardoso monterio
MUCIO CARDOSO MONTERIO

MONTE CARMELO - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 26/03/2013

ASSISTIMOS A PALESTRA DO SR. GUERRA NA FENICAFÉ,.MUITO BOA E DE UMA CLAREZA  QUE NOS PERMITIU COMPREENDER MUITO BEM  A ESPLANAÇÃO.  BASEADO EM NOSSA VIVENCIA NA CAFEICULTURA JÁ HAVIAMOS  NOTADO  A NECESSIDADE DE ESTRESSE, AGORA CONFIRMADO. PARABENS.
Joaquim José Correia da Assunção
JOAQUIM JOSÉ CORREIA DA ASSUNÇÃO

EM 25/03/2013

A técnica deve acompanhar a fisiologia da planta e se adequar de forma a permitir uma produção mais uniforme, com frutos melhores e dessa forma dando mais rendimento ao produtor que, por sua vez, deve implantar novas tecnicas em suas lavouras. De parabéns os pesquisadores e continuem estudando e disponibilizando novas tecnologias para o bem estar dos produtores e de um modo geral para todos nós, conseguindo realizar o sonho do produtor de poder colher  até 90% de grãos cereja, eliminando ardidos e reduzindo custo de energia e sobretudo reduzindo gasto de água