Embrapa participa de mapeamento global de solos

Risco de erosão, estoque de carbono orgânico (que combate o efeito estufa), disponibilidade de nutrientes e água, entre outras, são algumas das situações que serão identificadas em mapeamento dos solos em todo o planeta.

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Risco de erosão, estoque de carbono orgânico (que combate o efeito estufa), disponibilidade de nutrientes e água, entre outras, são algumas das situações que serão identificadas em mapeamento dos solos em todo o planeta. O levantamento será realizado por um consórcio global de instituições de pesquisa e universidades, incluindo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

O projeto, cuja primeira etapa deve durar cinco anos, pretende mapear algumas dessas propriedades para 80% do mundo, numa resolução espacial de 90m x 90m.

Com as informações, será lançado um banco de dados georeferenciado de solos na internet, acessível a qualquer usuário, que facilitará a tomada de decisões em nível local, regional e global.

A demanda surgiu durante o "2nd Global Workshop on Digital Soil Mapping", realizado pela Embrapa Solos (Rio de Janeiro/RJ), no ano passado. Na ocasião, 80 cientistas de 17 países se reuniram para apresentar e discutir as inovações tecnológicas do Mapeamento Digital de Solos. No entanto, a iniciativa de se montar um consórcio só tomou corpo meses depois, durante uma reunião de cientistas de vários países na Columbia University, Nova York, em dezembro passado.

Na ocasião, foram discutidos a metodologia a ser adotada, a composição e o estabelecimento do consórcio global, além da preparação das bases para a elaboração de uma primeira proposta para arrecadar fundos para o projeto.

"Representantes da fundação Bill e Mellinda Gates participaram desta reunião e demonstraram grande interesse pelo projeto. Estamos otimistas de que conseguiremos apoio financeiro deles", apostou a pesquisadora da Embrapa Solos, Maria de Lourdes Mendonça, coordenadora do 2nd Global Workshop on Digital Soil Mapping e representante da Embrapa nas discussões sobre o futuro Consórcio.

O consórcio será formado por um Comitê Gestor contratado (Overall Manager) e cinco grupos, sendo um em cada parte do globo: América do Norte, América do Sul (sob a responsabilidade do International Center of Tropical Agriculture - CIAT - e Embrapa), Ásia/ Oceania, Europa e África.

Na reunião de NY foram escolhidos diferentes ecossistemas do mundo como unidades-piloto para esse mapeamento: propriedades do solo relacionadas à erosão e degradação ambiental dos Cerrados no Brasil; propriedades dos solos relacionadas à sustentação da produtividade no cinturão de produção de milho nos Estados Unidos; propriedades dos solos relacionados à poluição ambiental na Escandinávia e talvez na região do Mediterrâneo, na Europa; propriedades relacionadas à hidrologia dos solos na Bacia de Murray Darling, na Austrália; propriedades de solos para a segurança alimentar na bacia do Lago Vitória, na África.

No momento, a proposta inicial está sendo escrita pelos participantes do consórcio e outras deverão ser apresentadas às instituições financiadoras da pesquisa.

As informações são da Embrapa Solos.
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