Embrapa lança nova variedade de conilon para Rondônia
A nova variedade de conilon tem como principais características a colheita entre os meses de maio e julho, altura média de três metros, tolerância a doenças, peneira média de grãos, uniformidade na maturação e distância média entre os internós, e pode também ser cultivada em outros estados da Amazônia brasileira, tais como norte do Mato Grosso, Pará, Acre e Amazonas.
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Os clones, de maturação intermediária, destacaram-se pela alta produtividade e pela maior freqüência de cafeeiros resistentes ou tolerantes à ferrugem, dando origem a esta variedade sintética. O pesquisador da área de café, André Rostand, explica que esta cultivar foi obtida a partir da seleção fenotípica e coleta de plantas superiores nos principais pólos de produção de café conilon de Rondônia.
Os clones foram divididos, em 2003, por ciclos de maturação precoce, intermediário e tardio, sobressaindo os de ciclo intermediário, que deram origem à variedade sintética denominada de BRS "Ouro Preto", em reconhecimento à importância da cafeicultura na formação do Estado de Rondônia e, simultaneamente, em homenagem ao município rondoniense Ouro Preto d'Oeste, centro pioneiro da colonização oficial do então Território Federal de Rondônia.
Após o segundo ano de observação, as plantas de conilon com desempenho agronômico satisfatório foram clonadas e avaliadas no Campo Experimental da Embrapa Rondônia, em Ouro Preto d'Oeste, considerando os aspectos relacionados ao potencial produtivo, ciclo de maturação, vigor, porte, arquitetura das plantas, tamanho e percentual de grãos chatos, tolerância à ferrugem alaranjada e mancha manteigosa.
Esta variedade tem como principais características a colheita entre os meses de maio e julho, altura média de três metros, tolerância a doenças, peneira média de grãos, uniformidade na maturação e distância média entre os internós, e pode também ser cultivada em outros estados da Amazônia brasileira, tais como norte do Mato Grosso, Pará, Acre e Amazonas.
O pesquisador explica que o melhor aproveitamento da mão-de-obra na colheita do café, devido à maior uniformidade de maturação dos frutos e a redução dos custos de produção e dos riscos de comprometimento ambiental, pela diminuição do uso de produtos químicos para o controle de pragas e doenças, serão os benefícios que os produtores de café terão com esta nova cultivar.
Além disso, a BRS Ouro Preto apresenta potencial de produtividade média de 70 sacas/ha de café beneficiado em lavouras de sequeiro, se cultivada com técnicas adequadas de condução da lavoura, podendo elevar a média de produção do Estado, que está em torno de 11 sacas/ha, de acordo com dados da Conab.
Segundo o Chefe-geral da Embrapa Rondônia, Victor Ferreira de Souza, a partir do lançamento desta cultivar a Empresa irá produzir sementes em parceria com outras instituições, para distribuição junto aos cafeicultores do Estado. Esta cultivar encontra-se em processo de regularização junto ao Registro Nacional de Cultivares do Mapa. As informações são da Embrapa Rondônia.
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