Embrapa estuda melhoramento de conilon na Amazônia

Pesquisadores da Embrapa Rondônia, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, cruzaram plantas com características desejáveis numa tentativa de gerar descendentes ainda melhores. Os cientistas buscam aumentar a produtividade, a tolerância a doenças e a qualidade dos grãos de café.

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Pesquisadores da Embrapa Rondônia, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, cruzaram plantas com características desejáveis numa tentativa de gerar descendentes ainda melhores. Os cientistas buscam aumentar a produtividade, a tolerância a doenças e a qualidade dos grãos de café.

O trabalho é realizado com 25 diferentes materiais genéticos de café da variedade conilon previamente selecionados. As plantas foram clonadas e deram origem a lavouras experimentais. Por meio de irrigação, as plantas foram induzidas a florescer em período seco e os cruzamentos são feitos com o pólen, cuidadosamente colocado na flores das outras plantas, em uma sequência lógica, explica o pesquisador André Rostand Ramalho, da Embrapa Rondônia.

As sementes geradas em cada cruzamento serão semeadas e as mudas plantadas em dezembro do próximo ano. Os pesquisadores vão avaliar o crescimento, a resistência a pragas e doenças e posteriormente a produtividade e a qualidade dos grãos de café.

O pesquisador Rodrigo Barros Rocha, da Embrapa Rondônia, explica que a maior parte dos descendentes não deve apresentar características superiores às plantas que a originaram. Os poucos que apresentarem avanços por conta da mera combinação genética, no entanto, poderão subsidiar a formação de uma nova cultivar de café conilon.

As plantas utilizadas neste experimento foram coletadas em 1998 e o trabalho para gerar uma nova cultivar deve levar ainda de oito a dez anos.

Pesquisas iniciadas há mais tempo, no entanto, devem gerar resultado em um futuro próximo. Na última safra, por exemplo, plantas elite que fazem parte do trabalho de melhoramento genético da Embrapa Rondônia no Campo Experimental de Ouro Preto do Oeste produziram em média 100 sacas de café beneficiado por hectare no terceiro ano de colheita. A média no Estado não chega a 20 sacas de café por hectare.

O aumento da produtividade é uma das apostas dos cientistas para o avanço da cafeicultura em Rondônia. Além de plantas com genética superior, tratos culturais como adubação, poda e desbrota são fundamentais para aumentar a produção dos cafeeiros. O aumento da produtividade tende a proporcionar maior lucro e menor impacto no meio ambiente, uma vez que permite crescimento de produção sem a necessidade de abertura de novas áreas de floresta nativa.

As informações são da Embrapa Rondônia, resumidas e adaptadas pela Equipe CaféPoint.
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