Um inseto morto foi encontrado em uma amostra de café da Mellita, uma das marcas mais consumidas no país, após ser realizado um teste de segurança alimentar pela Associação Brasileira de Defesa do Consumidor - Proteste. Na primeira fase da análise também foram identificados 13 fragmentos de inseto, indicando que pode ter havido falhas no processo de produção, manipulação ou armazenamento do produto.
Foto: Roberto Seba/ Café Editora
Segundo a Proteste, as avaliações tiveram como base o regulamento técnico da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), respeitando os limites máximos de tolerância de presença de matérias “estranhas macroscópicas e microscópicas”, tal como os requisitos mínimos para verificação. Em café, é aceitável somente 60 fragmentos de insetos em 25 gramas de amostra, não a presença de um bicho inteiro.
"A empresa desconhece os procedimentos utilizados para o teste dos produtos e reitera que prima pela qualidade, atende e respeita todas as regras da legislação aplicada pela Anvisa", informou a Melitta ao portal InfoMoney, acrescentando que recolherá o lote em questão (Pouch 500g Mellita) para refazer as análises.
As marcas Caboclo, Pilão e 3Corações também foram estudadas. De acordo com os resultados dos testes, o café 3Corações apresentou 15 fragmentos de insetos em 25 gramas de amostra, estando de acordo com a legislação. Já a Caboclo e a Pilão "não apresentaram matérias estranhas macroscópicas nem microscópicas", disse a Associação.
Farinha de trigo
Além dos modelos de café, quatro marcas de farinha de trigo também tiveram amostras avaliadas: Dona Benta, Renata, Sol e Rosa Branca. Conforme a Proteste, fragmentos de insetos foram encontrados em todas elas, mas apenas a Sol estava fora do padrão da Anvisa, uma vez que foram identificados 25 fragmentos de insetos e 1 pelo de roedor, presença inaceitável pela Agência.
A J.Macêdo, fabricante da Sol, se posicionou dizendo que tem laudos de laboratório credenciado pela Anvisa que atestam não ter sido identificada nenhuma inconformidade no mês de produção indicado pelo número parcial de lote divulgado. "O mesmo vale para os meses anteriores e posteriores ao fato, no que se refere à presença de materiais estranhos", esclareceu.
