Na última sexta-feira, o economista traçou um paralelo entre os países desenvolvidos e os emergentes, como o Brasil e a China, em palestra para cooperados da Cooxupé. Segundo ele, a China, ao contrário dos EUA, deve manter crescimento estável, sustentado pela demanda doméstica: as projeções indicam o PIB em 7,5% em 2009, subindo para 8,0% em 2010 e 8,5% em 2011.
De acordo com o economista, o Brasil apresentou uma contração de 3,6% do PIB no quarto trimestre de 2008, "mas nossa projeção para 2009 é de +0,3%", valor bem abaixo da estimativa oficial, divulgada ontem pelo BC, que revisou sua projeção de 3,2% para 1,2%. Loyola considera uma boa notícia a inflação projetada em 4,2% para 2009, o que vai permitir ao BC baixar as taxas de juros.
Já o relatório "Perspectivas Econômicas" da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), divulgado nesta terça-feira em Paris, diz o contrário, que a economia brasileira deverá retrair 0,3% em 2009, "pois a atividade perdeu muito impulso no último trimestre de 2008, puxada pela queda da produção industrial". Apesar disso, a OCDE acredita que, após ter tocado o fundo, a produção industrial dá atualmente sinais de retomada.
"No último trimestre de 2008, assistimos a uma crise de desaceleração no país, ou seja, tivemos que frear, diminuir a velocidade de nosso crescimento, mas ao contrário dos Estados Unidos, o sistema financeiro brasileiro permanece sólido", destacou o ex-presidente do BC. Segundo ele, com a queda dos juros, o crédito será retomado ao longo de 2009 e então teremos "combustível" para voltar a crescer.
As informações são da Cooxupé, adaptadas pela Equipe CaféPoint.

Segundo o economista Gustavo Loyola, assistimos a uma crise de desaceleração, mas o sistema financeiro brasileiro permanece sólido.
Foto: Batista, Cooxupé