Segundo notícia do Estadão/Agronegócios, o governo fechou ontem um acordo para resolver o problema das dívidas dos agricultores com os fornecedores de insumos. De acordo com o governador de Mato Grosso, Blairo Maggi, que participou das negociações, o acordo prevê refinanciamento das dívidas com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) por um prazo de 5 anos. O volume a ser repassado será de R$ 2,2 bilhões.
O Banco do Brasil vai estruturar a operação, mas o risco da operação não ficará com o banco. Foi definida a criação de um fundo que terá aporte pelos produtores de 10% do valor total repassado pelo FAT e de 20% pelos fornecedores. Esse aporte de 20% é equivalente ao desconto que será dado pelos fornecedores aos produtores. O Tesouro entrará com até 15% dos recursos do fundo, em caso de inadimplência elevada, explicou o ministro interino da Fazenda, Bernard Appy.
Essa inadimplência elevada, segundo uma fonte, seria um índice superior a 30%. Uma instituição financeira do mercado, provavelmente o Citibank, vai cobrir o restante do risco da operação. Para aceitar correr o risco, a instituição será remunerada em 3%, segundo Maggi, e poderá ter um bônus de 20% ao final do período de pagamento, no caso de não ocorrer inadimplência.
Dívidas serão refinanciadas com recursos do FAT
O governo fechou ontem um acordo para resolver o problema das dívidas dos agricultores com os fornecedores de insumos.
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