O Conselho Deliberativo da Política do Café (CDPC), reunido ontem, em Brasília, decidiu formar uma comissão para estudar o trabalho apresentado pela Agroconsult sobre as condições de rentabilidade, endividamento e capacidade de pagamento dos cafeicultores de Minas Gerais.
A comissão, que terá representantes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e da cadeia produtiva do café, vai apresentar alternativas para equacionar a dívida dos produtores mineiros com os bancos e cooperativas, superior a R$ 2,2 bilhões.
Segundo informações do Mapa, o estudo, solicitado pelo CDPC, analisou o perfil da dívida dos cafeicultores de três regiões mineiras (Sul de Minas, Cerrado e Zona da Mata). Considerando a extensão da área cultivada, o nível de mecanização, a produção por hectare, custo variável e total, preço médio de comercialização, entre outros, o trabalho concluiu que a dívida, em boa parte, resulta da falta de renda no setor.
Endividado, o produtor deixa de investir na renovação da lavoura que, por sua vez, produzirá menos. Além do aumento no preço dos insumos, a Agroconsult responsabilizou o câmbio pelas perdas dos cafeicultores.
Dívidas mineiras são analisadas por comissão
O Conselho Deliberativo da Política do Café (CDPC), reunido ontem, em Brasília, decidiu formar uma comissão para estudar o trabalho apresentado pela Agroconsult sobre as condições de rentabilidade, endividamento e capacidade de pagamento dos cafeicultores de Minas Gerais.
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