As palestras, chamadas de estações, receberam um grupo de pessoas por vez. Cada grupo foi identificado com uma cor de pulseira.
Na estação 1, o Tecnólogo em Gestão do Agronegócio, Eduardo de Souza Vimercati, apresentou o tema “Gestão da propriedade cafeeira”. “Vamos trazer números da assistência do Senar aqui no município de Iúna, os resultados que alcançamos nas propriedades atendidas, e trabalhar essa questão com os produtores participantes. Falando sobre a importância da gestão na propriedade, como fazer essa gestão, o que a gente deve analisar nesta gestão, divulgando esse trabalho que o Senar executa na região de Iúna, na assistência técnica gerencial e aqui no estado do Espírito Santo todo, em cafeicultura, bovinocultura, em parceria com os sindicatos rurais”, disse.
Na estação 2, o engenheiro agrônomo César Abel Krohling apresentou “Como podar o café - tipos de podas”. “Recepa baixa é a poda de 20 cm. Tem gente que gosta de fazer a recepa alta com 50 cm. A vantagem da recepa alta é que a ramificação vai sair mais alta. Só que tem uma grande desvantagem, é muita brotação, chegando a até 4 desbrotas. A recepa é indicada para lavouras mais adensadas. A poda decote tem sido feita junto com o esqueletamento, principalmente na região mecanizada. Aí se faz um decote alto, porque nessa região mecanizada o espaçamento de 3,5 m vai formar um paredão de café. Quanto mais alto eu fizer o decote, mais café vai ter. O esqueletamento é tirar a lateral do pé de café. A gente recomenda nunca cortar próximo ao tronco. 30 cm é o mais perto que se deve chegar do tronco. O corte mais perto resulta na brotação mais fraca, pois está se tirando a reserva”, explicou.
Já na estação 3, com o tema “Tecnologias de manejo nutricional para aumento de produtividade no cafeeiro”, o engenheiro agrônomo Marcos Abreu apresentou algumas inovações da empresa ICL. “A gente tem muitos problemas com estresse abióticos. O sol escalda e queima a lavoura, principalmente café novo. Essa pode ser 65% das perdas. Fora isso, também tem a perda por pragas e doenças. Hoje, o potencial das plantas cultivadas chega somente a 24%, nós temos aí o caminho de mais de 70% para a gente alcançar em produtividade que estamos deixando de ganhar. Diante disso, a ICL trouxe algumas tecnologias, uma delas é o Polyblen, que são adubos com polímeros que vão produzir junto ao fertilizante uma certa durabilidade de disponibilidade dele não só até 6 meses. Ou seja, uma única adubação, uma única entrada na lavoura, uma única mão de obra”.
Romário Batista Vieira, prefeito de Iúna, ressaltou a importância desse dia. “Pode ter certeza de que cada um de vocês vai sair daqui hoje com muito mais conhecimento para agregar valor na sua propriedade e garantir a melhor qualidade do seu café”, comentou.
O secretário João Marcos agradeceu a presença e o interesse dos produtores que dedicaram um dia de trabalho para esse momento de aprendizado. “Esse Dia de Campo é para você produtor rural, para você que está aqui com sua família. É muito importante a presença de vocês. Aproveitem. Os técnicos que estão aqui para passar as palavras para vocês são de altíssimo nível, não deixe de aproveitar. Façam perguntas, questionem, é importante isso”, disse.
As informações são da Prefeitura de Iúna.