Na busca pela produção natural de grão descafeinado, a engenheira agrônoma do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), Maria Bernadete Silvarolla, encontrou algumas plantas de café arábica com baixa concentração de cafeína entre as três mil analisadas na pesquisa que vem desenvolvendo. Os pés apresentavam apenas 0,07% de cafeína, enquanto que o normal é 1,2%. E foi com eles, Maria deu início aos cruzamentos dentro da própria espécie.
De acordo com ela, os resultados obtidos agora serão importantes para determinar se será possível produzir comercialmente o café naturalmente descafeinado em larga escala. As expectativas apontam para cenários nos quais isso aconteça daqui a entre dez e 15 anos.
O objetivo da pesquisa é favorecer o agricultor. Hoje, por volta de 10% de todo o café do mundo são submetidos ao processo químico de descafeinização e somente a indústria ganha.
Com o produto naturalmente descafeinado abre-se a possibilidade de mais retorno financeiro para o cafeicultor que, diretamente, poderá ofertá-lo ao mercado.
A pesquisadora explicou ainda que o estudo não envolve transgenia. "O processo de criação das plantas híbridas descafeinadas é totalmente natural", garantiu.
Apesar de achar importante a alternativa de consumo e comercialização, o cafeicultor e presidente do Sindicato Rural de Bauru, Maurício Lima Verde, acredita que o impacto econômico do café naturalmente sem cafeína no mercado será bem reduzido.
As informações são do Jornal Bom Dia Bauru.
Descafeinado natural ainda demorará a ser realidade
Na busca pela produção natural de grão descafeinado, a engenheira agrônoma do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), Maria Bernadete Silvarolla, encontrou algumas plantas de café arábica com baixa concentração de cafeína entre as três mil analisadas na pesquisa que vem desenvolvendo.
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