Desafios da Mecanização: fórum internacional aponta as necessidades de avanço nas lavouras cafeeiras do Brasil

Painel ´Desafios da Mecanização´ contou com forças nacionais e internacionais do agronegócio. Setor cafeeiro esteve representado por Carlos Paulino da Costa, presidente da Cooxupé. Ante os altos custos da produção do café, "a solução para o produtor é mecanizar", afirmou Paulino durante encontro.

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Com o objetivo de debater a logística, mecanização e otimização das lavouras brasileiras, o primeiro Global Agribusiness Forum, evento que trouxe renomados especialistas do agronegócio do mundo para falar dos desafios do setor para alimentar a população nos próximos anos, trouxe em um dos seus painéis o especialista australiano na área de mecanização, John Pearce, que dividiu o debate com o presidente da Cooxupé, Carlos Paulino da Costa, Luciano Luft, da LUFT Agro, Milton Xavier, Assessor de Logística do Estado de São Paulo e Julio Fontana, presidente da RUMO.

Pearce revelou aos participantes a necessidade de investimento em educação e qualificação de mão de obra para aumentar a produtividade e a competitividade no campo brasileiro, com a mecanização dos processos. "Desde 1973, a Austrália (país de sua origem) possui 100% da colheita de cana mecanizada. Temos menos mão de obra que o Brasil, mas conseguimos maior eficiência com este processo, porque temos profissionais qualificados para atuar com este maquinário", conta.

Trazendo a realidade da mecanização na lavoura de café, o presidente da Cooxupé complementou o quadro mostrando os avanços e os desafios da cafeicultura no país. "O café é um grande empregador. No ano passado, as exportações do grão equivaleram a 8 bilhões de dólares, mas os custos de sua produção estão cada vez mais caros por uma série de fatores, como aumento da inflação entre outros impactos que o encarecem principalmente durante a colheita. A solução para o produtor é mecanizar", afirma.

Como conclusão, o presidente da Cooxupé acredita que um dos grandes desafios e necessidades para o pequeno produtor - cerca de 97% dos 12 mil cooperados são pequenos e médios cafeicultores - será o avanço rápido na mecanização, deixando o campo mais interessante para o produtor e evitando o êxodo para as grandes cidades. "Ao investirmos em mão de obra qualificada e processos vantajosos e eficientes na lavoura, a migração para as cidades tende a diminuir, trazendo mais competitividade para o meio rural".

O evento teve no mesmo dia uma palestra com o ex-vice-presidente dos EUA, Al Gore Jr., que trouxe para a plateia os desafios de produzir com sustentabilidade, um dos principais pilares do encontro.

As informações são da assessoria de imprensa da Cooxupé, adaptadas pela Equipe CaféPoint.
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Thiago Martins
THIAGO MARTINS

LINHARES - ESPÍRITO SANTO - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 01/10/2012

NÃO PODEMOS ESQUECER QUE PARA ALTAS PRODUÇÕES DEVEREMOS INSERIR O SISTEMA DE GOTEJO ALTO-COMPENSAVEL, INCLUSIVE PARA REGIÕES ACIDENTADAS.
willian josé goulart
WILLIAN JOSÉ GOULART

MUZAMBINHO - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 27/09/2012

realmente é dificil inserir maquinas eficientes em regioes montanhosas, deve-se mudar o sistema de plantio que é antigo, além de carreadores mais largos etc. Mas o principal problema é explicar para o produtor que isso é para o bem dele, e também sobre a redução dos custos com colheita e tratos culturais. o café por ser uma cultura perene que leva três anos para começar a produzir resultado (isso se não houver uma intempérie neste tempo) desestimula o produtor a substituir lavouras antigas que mal são podadas adequadamente e demandam muita mão de obra.