A procura por café arábica de boa qualidade é grande no mercado físico brasileiro. Estamos ainda no início do ano-safra 2009/2010, quando a oferta de cafés da nova safra deveria ser intensa, mas as chuvas em pleno período de colheita e os preços praticados, que não estimulam o cafeicultor a investir em uma colheita mais seletiva, levaram a uma oferta destes cafés de qualidade aquém das necessidades dos compradores, que se preparam para os embarques mais fortes que antecedem o inverno do hemisfério norte, época de consumo maior nos países do primeiro mundo.
Apesar da necessidade destes cafés ser maior que a oferta, os preços no geral não reagiram, notando-se apenas um ágio de 5 a 10% em lotes de grande qualidade.
Para se ter uma idéia, apesar do Brasil que é o maior produtor, maior exportador e segundo maior consumidor de café do mundo, estar em ano de safra de ciclo baixo, com pequena oferta de arábicas de qualidade em plena entrada de safra, os contratos futuros na ICE Futures, em Nova Iorque, principal termômetro do mercado internacional de café, pressionados por operações de "spread" e pela aproximação do vencimento dos contratos de opções para setembro, desabaram 660 pontos entre quinta e sexta feira passada.
Até o dia 13, os embarques de agosto estavam em 392.177 sacas de café arábica e 41.387 sacas de café conillon, somando 433.564 sacas de café verde, e 40.247 sacas de solúvel. Até o dia 13, os pedidos de emissão de certificados de origem para embarque em agosto totalizavam 1.141.985 sacas, contra 923.125 sacas no mesmo dia do mês anterior.
A bolsa de Nova Iorque - ICE, em uma semana (do fechamento do dia 7, até o fechamento de sexta-feira, dia 14), caiu nos contratos para entrega em setembro próximo, 895 pontos ou US$ 11,79 (R$ 21,83) por saca. Em reais por saca, as cotações para entrega em setembro próximo na ICE fecharam no dia 7, a R$ 332,18, e dia 14, a R$ 316,07/saca.
As informações são do Escritório Carvalhaes, resumidas e adaptadas pela Equipe CaféPoint.
Demanda por café de boa qualidade é grande
A procura por café arábica de boa qualidade é grande no mercado físico brasileiro. Estamos ainda no início do ano-safra 2009/2010, quando a oferta de cafés da nova safra deveria ser intensa, mas as chuvas em pleno período de colheita e os preços praticados, que não estimulam o cafeicultor a investir em uma colheita mais seletiva, levaram a uma oferta destes cafés de qualidade aquém das necessidades dos compradores, que se preparam para os embarques mais fortes que antecedem o inverno do hemisfério norte, época de consumo maior nos países do primeiro mundo.
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