Demanda por arábica crescerá mais que por robusta

Enquanto os preços do café deverão ter uma tendência de alta nos próximos três anos, a demanda por grãos arábica deverá crescer a um ritmo mais rápido do que por grãos robusta, de acordo com um relatório recente do banco de investimentos Morgan Stanley. "Vemos a demanda por arábica ultrapassar a de robusta, à medida que se demanda qualidade enquanto a produção retarda, devido à valorização das moedas de países produtores", disse o relatório.

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Enquanto os preços do café deverão ter uma tendência de alta nos próximos três anos, a demanda por grãos arábica deverá crescer a um ritmo mais rápido do que por grãos robusta, de acordo com um relatório recente do banco de investimentos Morgan Stanley.

"Recomendamos posição comprada no mercado de arábica e posição vendida no de robusta. Em particular, vemos a demanda por arábica ultrapassando a de robusta, à medida que a qualidade é demandada enquanto a produção retarda, comparado com o robusta, devido à valorização das moedas de países produtores", disse o relatório.

Os dois maiores países produtores de arábica, Brasil e Colômbia, registraram valorização cambial significativa frente ao dólar, resultando em preços mais baixos do café nas moedas locais. Isso deverá reduzir os incentivos de produção aos produtores de arábica.

Por outro lado, o maior produtor mundial de robusta, Vietnã, está podendo aproveitar todos benefícios da alta do café à medida que sua moeda permaneceu relativamente estável com relação ao dólar; o país poderá aumentar o crescimento da oferta e, desta forma, pressionar os níveis de preços futuros.

A medida tomada por empresas como McDonald's, Maxwell House e Dunkin Donuts para usar apenas grãos de arábica é um indicativo de uma reversão da tendência de comprar café robusta mais barato ao invés das tradicionais variedades de arábica, que começou nos anos noventa. A reportagem é do Dow Jones Newswires.
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romario alves
ROMARIO ALVES

MUNIZ FREIRE - ESPÍRITO SANTO - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 18/05/2008

Só digo a meus caros produtores e leitores do CaféPoint que suportem firme essa valorização dos insumos agrícolas, pois como já foi dito, muitos produtores de café deixarão a atividade. Em consequência disto, a demanda pelo produto ganhará um espaço no mercado, maior do que já tem.
Só se consegue méritos aqueles que são persistentes e criam um diferencial dentre os outros, pois se os tempos estão ruins, estão ruins para todos.
Aprendam a conviver com as dificuldades da cafeicultura que obterão lucro com a atividade.
Obrigado a todos!
Arnaldo Reis Caldeira Júnior
ARNALDO REIS CALDEIRA JÚNIOR

CARMO DA CACHOEIRA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 12/05/2008

De vez em quando sai uma análise coerente...
Será que é porque a "GALINHA DOS OVOS DE OURO" está morrendo?
Nosso custo de produção EXPLODIU!
Estamos pagando um salário em torno de US$ 300,00, pouco para um pai de família dar de comer a seus filhos, porém absurdamente caro para que "o" pague!
Comprei a tonelada de adubo 20 05 20 em Outubro de 2007 por R$ 700,00, e hoje, sete meses depois, está cerca de R$ 1300,00.
Portanto, senhores, a análise é realista e não estamos vendo opção de mudar de rumo !
Quem viver verá!
ANTONIO AUGUSTO REIS
ANTONIO AUGUSTO REIS

VARGINHA - MINAS GERAIS

EM 12/05/2008

Se esta notícia não se confirmar, assim como outras providências em nível de governo, procurando dar uma sustentação melhor aos preços de café arábica, as torrefadoras vão ter que fazer blends acima dos 70% de robusta em relação ao arábica.

A partir deste ano, poucos são os produtores que manterão tratos culturais adequados (quem ainda tiver no solo, utilizará apenas das reservas químicas contidas em suas terras das áreas plantadas), com redução significativa de produção em curtíssimo prazo.

Toda atividade deve ser remunerada pelo seu trabalho. Há muitos anos estamos pagando para trabalhar. As consequências são iminentes...