A Índia, terceiro maior fornecedor de café da Ásia, pode se tornar um comprador líquido em uma década à medida que as companhias abrem cafeterias para cobrir a crescente demanda pela bebida, de acordo com o Coffee Board do país. O consumo pode aumentar em 18%, para 120.000 toneladas em 2012 com relação às 102.000 toneladas do ano passado, disse o presidente do Coffee Board, G.V. Krishna Rau.
A Café Coffee Day, maior rede de cafeterias do país, a Barista Lavazza, unidade da italiana Lavazza SpA na Índia, e suas rivais abriram 1.200 lojas na última década à medida que membros da crescente classe média do país desenvolve o gosto por capuccinos, disse Rau. A Starbucks Corp. ainda vai entrar no mercado, onde a demanda deverá se expandir em 10% ao ano até 2012, o dobro o ritmo dos últimos cinco anos.
O consultor e ex-vice-presidente de marketing da Tata Coffee Ltd., maior empresa pública produtora de café da Índia, Harish Bijoor, disse que está ainda mais otimista com relação às previsões, dizendo que se pode esperar um crescimento de 12% de 2013 a 2014. O consumo do país, de 75 gramas por pessoa, comparado com 13,5 quilos nos Estados Unidos, deverá "decolar" a partir de 2016, disse ele.
A Starbucks não selecionou locais ou anunciou parceiros para entrar na Índia, disse o diretor de comunicações corporativas da empresa, Deb Trevino. A companhia, que tem sede em Seattle, nos Estados Unidos, com vendas de US$ 9,7 bilhões em 2009, planeja entrar no Vietnã e na Índia, disse o diretor executivo, Howard Schultz, embora não tenha definido uma data. A companhia entrou na China em 1999.
"A Starbucks falou sobre entrar na Índia há cerca de quatro anos e não fez nada ainda. Não acho que sua entrada fará qualquer diferença na história de crescimento da Índia", disse Rau.
As redes de cafeterias consomem apenas 6.000 a 7.000 toneladas por ano, com as famílias e restaurantes sendo responsáveis por mais de 90% da demanda, disse ele. Apesar disso, as cafeterias têm "ajudado a melhorar a imagem do café fora de casa e são potentes fortalecedoras do consumo em casa", disse Bijoor.
Embora o Banco Mundial estime que três quartos das 1,2 bilhão de pessoas vivem com menos de US$ 2 por dia, o maior número de indianos com dinheiro para gastar em tudo, de carros a celulares, está atraindo varejistas, como a rede Wal-Mart Stores Inc., a começar lojas na terceira maior economia da Ásia. Os salários na Índia crescerão a um ritmo mais rápido na Ásia Pacífico nesse ano, disse a Hewitt Associates Inc. em março.
A maior demanda pode forçar a Índia a importar café arábica favorecida pela Starbucks e outras torrefadoras de cafés especiais à medida que a participação da variedade mais suave na produção total cai, disse Bijoor. O café arábica representa 33% da produção, menos que os 82% em 1950, com o robusta, usado em cafés instantâneos, representando o restante, de acordo com o Coffee Board.
"Uma questão importante com o café indiano é que nossos robustas estão crescendo em volume e os arábicas estão caindo", disse ele. "Primeiro começaremos importando arábicas, enquanto continuamos exportando nossos robustas".
Os fabricantes de café instantâneo da Índia importam 25.000 a 30.000 toneladas por ano para misturar com as variedades locais e revender a compradores na Itália, Rússia e Alemanha.
A reportagem é do Bloomberg, trduzida e adaptada pela Equipe CaféPoint.
Demanda de café na Índia direciona importações
A Índia, terceiro maior fornecedor de café da Ásia, pode se tornar um comprador líquido em uma década à medida que as companhias abrem cafeterias para cobrir a crescente demanda pela bebida, de acordo com o Coffee Board do país. O consumo pode aumentar em 18%, para 120.000 toneladas em 2012 com relação às 102.000 toneladas do ano passado, disse o presidente do Coffee Board, G.V. Krishna Rau.
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