Sete presidentes de cooperativas ligadas ao setor produtivo e de crédito do café participaram de debate promovido pela TV Alterosa na quarta-feira, dia 09, gravado no auditório da Cooxupé, em Guaxupé. O apresentador Lúcio Caldeira convidou os dirigentes Carlos Paulino (Cooxupé), Gilson Ximenes (Conselho Nacional do Café), José Pedro (Credivar), Francisco Miranda (Cocatrel), Geraldo Ribeiro (Agrocredi), Marcos Mendes (Minasul) e João Emydgio (Copama) a comentar questões relativas ao futuro da cafeicultura, ressaltando o fato de o café ter um papel econômico e social de suma importância em nosso país, por ser uma das atividades que mais gera empregos no Brasil.
Confira os principais pontos levantados pelos participantes.
1. Quanto a perda de competitividade do setor de café solúvel e a adoção de drawback
Carlos Paulino disse que "a perda de competitividade do solúvel brasileiro, em parte, se deve aos 9% de tarifa imposto pela Europa. O perigo de importarmos café para ser industrializado e depois exportado, é o fato de, além de podermos trazer doenças que não existem no Brasil, podemos importar cafés de qualidade duvidosa que depreciarão o preço dos cafés brasileiros".
Gilson Gimenes concordou com a colocação de Carlos e acrescentou: "O Brasil está crescendo e colocando condições de comercialização. Com isso, o Itamaraty terá condições melhores para negociar essa sobretaxa do café brasileiro. Acho que não devemos ter drawback, pois de fato trará um transtorno no mercado interno brasileiro. O Brasil produz todos os cafés do mundo se necessário for". Gilson acrescentou aida que "cabe o Ministério da Relações Exteriores, trabalhar para que consiga baixar as taxas impostas ao café soluvel brasileiro no exterior".
2. Quanto aos sistemas de produção mecanizado, semi-mecanizado e mão de obra intensiva
Com uso de diferentes tipos de sistemas de produção, o custo de produção é extremamente variável. O Governo deve deixar que o próprio mercado selecione quais sistemas são mais eficientes?
Geraldo Ribeiro disse que "o Governo não deve deixar que isso aconteça pelo aspecto social. No aspecto econômico seria mais vantajoso que o Governo deixasse que o mercado se ajustasse. Porém o mercado não é perfeito." Geraldo finalizou dizendo que no Brasil há milhões de pessoas que dependem da cultura do café para sobreviver. É importante que o Governo intervenha e não deixe o mercado completamente livre".
José Pedro participou da pauta citando que "se o Governo deixar o pessoal abandonar a atividade terá um custo muito grande pois terá que realocar os trabalhadores e famílias para outra atividade, sendo mais caro doq eu a adoção de politicas públicas para proteger os envolvidos na cafeicultura".
Veja o debate na íntegra.
Aguarde demais publicações sobre o crescimento da produção de café robusta, crédito para o produtor e estoques de café.
Equipe CaféPoint, com base no debate promovido pela TV Alterosa.
Debate: tendências da cafeicultura 2010
Sete presidentes de cooperativas ligadas ao setor produtivo e de crédito do café participaram de debate promovido pela TV Alterosa na quarta-feira, dia 09, gravado no auditório da Cooxupé, em Guaxupé. O apresentador Lúcio Caldeira convidou os dirigentes Carlos Paulino (Cooxupé), Gilson Ximenes (Conselho Nacional do Café), José Pedro (Credivar), Francisco Miranda (Cocatrel), Geraldo Ribeiro (Agrocredi), Marcos Mendes (Minasul) e João Emydgio (Copama) a comentar questões relativas ao futuro da cafeicultura.
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