A escassez de mão-de-obra, a falta de financiamento, as dívidas e os altos custos dos fertilizantes estão restringindo o crescimento da produção de café da América Central, apesar dos altos preços atuais do grão, segundo exportadores.
Diferente dos produtores de café na Indonésia e Vietnã, de acordo com reportagem da Reuters, os cafeicultores não estão retornando às fazendas abandonadas durante uma crise mundial de preços, entre finais de 2001 e 2003. Os trabalhadores estão emigrando aos Estados Unidos, muitos de forma ilegal, em busca de um emprego com melhor remuneração.
Os preços mundiais do arábica estão em torno de US$ 1,30 a libra (US$ 171,96/sc), comparados com os 42 centavos por libra (US$ 55,56/sc) na crise mais profunda do café, quando uma sobre-oferta levou os preços para menos que o custos de produção.
Os arábicas da América Central podem ser vendidos pelo dobro do preço no mercado de Nova York, enquanto o consumo de café cresce na Ásia, tradicional consumidora de chá, mas os produtores da América Central estão preocupados de que a região não saiba administrar um mercado lucrativo.
Nos últimos cinco anos, os custos de mão-de-obra em El Salvador aumentaram em 75% e os custos dos fertilizantes em 53%, enquanto a indústria tem mais de US$ 200 milhões em dívidas, disse o presidente da associação de processadores e exportadores de café de El Salvador, Carlos Borgonovo.
Na Guatemala, de baixa altitude, os cafés de qualidade que sofreram pelos preços precisam se recuperar. "A crise do café afetou em primeiro lugar os cafés de locais baixos, os premium e extra-premium desapareceram. Duvido que essas fazendas de premium e extra-premium retornem à cafeicultura", disse o presidente da associação de produtores de café da Guatemala, Thomas Nottebohm.
Na América Central, a disponibilidade de trabalhadores que colhem o café está caindo porque muitos buscam uma vida melhor nos EUA, elevando os salários para aqueles disponíveis para colheita.
A Nicarágua, o país mais pobre da região, paga agora mais aos colhedores que os produtores de El Salvador e Costa Rica, disse o presidente da associação de exportadores de café da Nicarágua, José Angel Buitrago. Isso tem elevado os custos de produção na Nicarágua em mais de 80% a libra, 50% de aumento em três anos.
Outro problema também é a falta de financiamento disponível para a melhora dos terrenos de cultivo e para as novas plantações. Quando a crise dos preços começou, muitos bancos na região retiraram seus empréstimos, mas os altos preços atuais significam que os financiadores estão mais ansiosos por recuperar seus empréstimos do passado do que dar novos.
Só Honduras, um produtor principalmente de qualidade mediana, tem se beneficiado dos fortes preços e o governo lançou um agressivo plano para expandir a produção através do aumento na produção e na criação de novas plantações.
Custos do café sobem na América Central
A escassez de mão-de-obra, a falta de financiamento, as dívidas e os altos custos dos fertilizantes estão restringindo o crescimento da produção de café da América Central, apesar dos altos preços atuais do grão, segundo exportadores. Diferente dos produtores de café na Indonésia e Vietnã, os cafeicultores não estão retornando às fazendas abandonadas durante uma crise mundial de preços, entre finais de 2001 e 2003. Os trabalhadores estão emigrando aos Estados Unidos, muitos de forma ilegal, em busca de um emprego com melhor remuneração.
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