Cuba começou a executar um modesto programa de recuperação do café que deve elevar para 22.000 toneladas sua produção em 2015, insuficiente, mas que permitirá baixar as importações que, em 2010, custarão US$ 47 milhões, informou o diário oficial Granma.
"O objetivo consiste em garantir o modesto plano de 2010 que abre o caminho para chegar em 2015 às 22.000 toneladas", disse Granma, após informar que Cuba, antigo exportador do grão que em 1961 produziu 60.330 toneladas, teve em 2009 sua pior colheita da história, com 5.500 toneladas. Ciclones, secas, falta de insumos, baixos preços, têm afetado o cultivo, mas, no entanto, "o principal problema consiste na falta de controle: a pouca atenção aos produtores, a aplicação ineficiente da tecnologia de cultivo, o escasso plantio, replantio e poda e a quase abandonada renovação das velhas plantações".
Dos 80.700 hectares montanhosos dedicados nesse momento ao café, "somente 85% estão em produção e mal aproveitados". Cerca de 93% da produção do grão estão nas mãos de cooperativas e empresas privadas e somente 7% é estatal. A falta de mão-de-obra para a colheita do grão motivou grandes e custosas mobilizações de estudantes e trabalhadores durante anos, que foram prejudiciais por sua baixa produtividade e ineficiência.
Outro fator de pressão é o preço internacional do grão. Segundo a Oficina de Estatísticas, Cuba gastou em 2008 um total de US$ 48,3 milhões para comprar 33.000 toneladas de café, mas em 2009, investiu US$ 35 milhões para comprar 17.000 toneladas somente. Cada cubano recebe mensalmente um pacote de 110 gramas em sua cesta básica com preço subsidiado - aumentado a uns meses - de US$ 0,25. Se quiser comprar mais, deve buscar no mercado negro ou nas lojas na divisa, onde o quilo custa entre US$ 12 e US$ 14, mais da metade do salário mensal médio da ilha.
A reportagem é da Agence France-Presse (AFP), traduzida e adaptada pela Equipe CaféPoint.
Cuba busca reativar produção de café
Cuba começou a executar um modesto programa de recuperação do café que deve elevar para 22.000 toneladas sua produção em 2015, insuficiente, mas que permitirá baixar as importações que, em 2010, custarão US$ 47 milhões, informou o diário oficial Granma.
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