Crise do café domina diálogos econômicos no país

Reuniões, debates e encontros agitaram a agenda política do setor cafeeiro brasileiro na tarde de ontem (23). Em plena crise, marcada por preços abaixo do custo de produção, o setor busca medidas emergenciais.

Publicado por: CaféPoint

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O diretor da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (FAEMG) e presidente das Comissões de Café da entidade e da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Breno Mesquita, lembra que o quadro tem se agravado ao longo do ano pela lentidão na implementação de medidas de sustentação para o setor. “Desde março, pedimos por um programa de opções, que só saiu em setembro, para ser exercido em março do próximo ano. A consequência, juntamente aos preços baixos, é o endividamento e desespero total dos produtores”.

Maior produtor nacional, Minas tomou a frente nos diálogos junto ao Governo Federal. O estado tem se manifestado fortemente, representado por uma comitiva de produtores, cooperativas e entidades, e pelo próprio governador.

Enquanto, em Belo Horizonte, Antônio Anastasia passava à presidenta Dilma Rousseff o quadro da crise e seu impacto na economia do estado, o mesmo grupo de lideranças do setor que levou as reivindicações ao governador mineiro na última semana era recebido em Brasília pelo secretário-executivo do Ministério da Agricultura (MAPA), Gerardo Fontelles. Na pauta, as mesmas solicitações: interrupção imediata de todos os vencimentos das dívidas do café por um prazo de 90 dias e o lançamento de um programa para geração de renda para o setor em curtíssimo prazo.

Ainda na tarde de ontem, o pedido por medidas governamentais para o setor dominou também intenso debate durante reunião do Conselho Deliberativo da Política do Café (CDPC) do MAPA. No encontro, marcado para discutir o orçamento do Funcafé para 2014, a crise predominou. “Quando vivenciamos um momento tão grave quanto este, o futuro parece muito longe. Enquanto não resolvermos esta situação, que é urgente e insuportável, fica difícil planejar adiante”, argumenta Breno Mesquita.

Ele destacou que a CNA e Federações dos estados produtores têm atuado com afinco na busca por medidas emergenciais, sem tirar o olho do futuro. “Este prazo de 90 dias que pedimos, por exemplo, destina-se exatamente à elaboração de um estudo bastante completo do setor, subsidiando a proposição de soluções concretas e geração de renda para a atividade”.

Café para a China

Breno Mesquita lembra ainda que outra frente de trabalho da entidade tem sido a busca por abertura de mercado e ampliação do consumo: “Nesta linha, uma das propostas apresentadas pela presidente da CNA, senadora Kátia Abreu, foi a criação de uma rede brasileira que vendesse o café nacional na China”. O assunto foi tratado em reunião com o setor produtivo também na tarde de ontem, em Brasília.

No início do próximo mês, uma comitiva da Confederação estará em Pequim e Xangai em missão empresarial, buscando estratégias de promoção comercial e ampliação das exportações do produto para a China.

Hoje, o Brasil exporta café verde e café solúvel para aquele país e o consumo do produto vem crescendo na Ásia, o que reforça a necessidade de melhorar a competitividade do setor produtivo brasileiro. Enquanto a média mundial de consumo de café é de 250 xícaras/ano, os chineses bebem apenas três xícaras anualmente. “Ou somos competitivos ou não abriremos mercado”, alertou a senadora Kátia Abreu.

As informações são da FAEMG, adaptadas pelo CafePoint
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augusto comunien
AUGUSTO COMUNIEN

BELO HORIZONTE - MINAS GERAIS

EM 24/11/2013

Dona Silvania, é mais fácil cruzar égua com boi do que conseguir esta união. Sou de Varginha e conheço a do cafeicultor.... Impera a Lei de Murici. Deus prá todos e cada um prá si....
Silvanea Fagundes
SILVANEA FAGUNDES

BOA ESPERANÇA - MINAS GERAIS

EM 03/11/2013

É o  caos total no Sul  de Minas Gerais. Produtores de café estão no  fundo do poço. Não sabem mais o que fazer. Precisamos tomar uma posição. Está faltando um grande líder entre nós. Vamos mostrar que somos capazes de levantar das cinzas e buscar soluções ....
Gilberto Borlini
GILBERTO BORLINI

ITABELA - BAHIA

EM 30/10/2013

Esta crise do café se refere aos dados que foram lançados no mercado, dados esse que não coincide com o que foi colhido. Os compradores de café estão felizes com a derrota dos produtores, mas ficam ciente que se o produtor fracassar, eles fracassarão também. Produtores de café, vocês não sabem a força que temos, juntos podemos mudar este quadro, mas juntos... Junto com o café arábica e o conilon, vamos formar uma corrente.

"Porque uma só pessoa não tira um trator do atoleiro, mas várias pessoas ajudando sai com facilidade". Vamos nos unir e mostrar produtores do estado do Espirito Santo, de Minas Gerais, da Bahia e de outros estados, que nos temos força. Obrigado e que Deus nos proteja
augusto comunien
AUGUSTO COMUNIEN

BELO HORIZONTE - MINAS GERAIS

EM 28/10/2013

A coisa é simples de resolver! Vamos formar uma comissão formada pelo vieticongs para

administrar a politica cafeeira do Brasil. Eles vão nos ensinar como exportaram (este ano) 20milhoes de sacas , enquanto o Brasil somente 25milhões. Plantei um "capão" de café

e somente tomei prejuizo. Para comprarmos adubos , fungicidas, herbicidas e o escambau , é tudo na base do dolar e euro. Mão de obra é cara e imprestavel. Sabem cobrar seus direitos;quanto aos deveres... que deveres?. Advogados salafrarios , idem sindicatos, tão ai para nos ferrarem. Um trabalhador rural é uma encicopledia de direitos trabalhistas. Sabem melhor do que os advogados.Este ano aproveitei sobras de adubos e defensivos.. Não vou por nada na minha lavoura;é duro tirar o dinheiro limpinho do bolso, sabendo que não ira ter retorno. O     pior é que ninguem quer erradicar seus cafezais (são muitos) cada um fica esperando seu vizinho arranca-los. Morre no casco.... Café , leite e gado em Mg viraram utopia.Ninguem esta se importando com a crise....Tempinho bons dos coroneis do café...... fuiiiiiiii.
GINOAZZOLINI NETO
GINOAZZOLINI NETO

LONDRINA - PARANÁ - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 25/10/2013

Este Governo é lento e as propostas mirabolantes. Até abrir novos mercados já morremos todos, pois isto não acontece da noite para o dia. É simples: medidas concretas, com suspensão de dívidas e financiamentos compatíveis com a atividade. JÁ.
Artur Queiroz de Sousa
ARTUR QUEIROZ DE SOUSA

CAMBUQUIRA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 25/10/2013

Estamos perdendo tempo procurando este fragil sub Ministério. Vamos diretamente aos Ministérios que podem resolver. Aliás já foi criado o MDA, por ver que este cabidão de emprego e negociata política não resolve absolutamente nada.