Crise afeta exportação de commodities no início do ano

As exportações de commodities do Brasil, que responderam em 2008 por 37% do total exportado pelo país, cairão mais do que o normal no primeiro trimestre de 2009, afetando a balança comercial brasileira, afirmou nesta quinta-feira o secretário de Comércio Exterior do governo brasileiro, Welber Barral.

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As exportações de commodities do Brasil, que responderam em 2008 por 37% do total exportado pelo país, cairão mais do que o normal no primeiro trimestre de 2009, afetando a balança comercial brasileira, afirmou nesta quinta-feira o secretário de Comércio Exterior do governo brasileiro, Welber Barral.

"Grande parte das commodities agrícolas são mais exportadas a partir de março. Este ano a situação está particularmente ruim. Não por causa de preços, mas por causa da quantidade. Desde novembro, isso está relacionado à queda de demanda e à disponibilidade de crédito", afirmou Barral, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

Somando as commodities (minério de ferro, petróleo bruto, soja em grão, carnes in natura, café verde, entre outros) com semimanufaturados (açúcar bruto, óleo de soja, celulose, etc), também afetados pela crise, a participação desses produtos básicos nas exportações do Brasil atinge cerca de 50% por cento do total, de acordo com dados do governo brasileiro.

Segundo a autoridade, com a queda na demanda externa neste início de ano e a falta de crédito em setembro e outubro, que está se refletindo nos embarques atualmente, a redução no volume exportado de commodities deve cair de 10 a 30 por cento nos primeiros meses do ano.

Por outro lado, o secretário lembrou que os preços das commodities, de uma maneira geral, não foram muito afetados pela crise, estando apenas abaixo dos picos de 2008. Isso, associado ao dólar mais forte frente ao real, deve servir de estímulo aos exportadores. "Nenhuma commodity se desvalorizou em dólar (no mercado internacional) com exceção do petróleo. Isso cria uma vantagem para o exportador. A eventual queda de preços em dólar foi mais do que compensada pelo câmbio", acrescentou.

"De outubro de 2008 a março de 2009 teremos os piores momentos da crise", afirmou ele. A matéria, de Roberto Samora, foi publicada na Reuters, resumida e adaptada pela Equipe CaféPoint.
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