Credit Suisse reduz estimativa para preços do café no curto prazo

O banco Credit Suisse revisou para baixo sua perspectiva de curto prazo para os preços do café, citando ampla oferta na temporada 2012/2013 do Brasil, maior produtor mundial, com consumo mais fraco de variedades suaves.

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O banco Credit Suisse revisou para baixo sua perspectiva de curto prazo para os preços do café, citando ampla oferta na temporada 2012/2013 do Brasil, maior produtor mundial, com consumo mais fraco de variedades suaves. O banco estima que os preços médios do café neste trimestre devem ficar em torno de 190 cents por libra peso, enquanto a média do ano deve se aproximar de 180 cents por libra peso.

O Credit Suisse atribuiu a recente fraqueza dos preços no mercado de café a um crescente consenso entre investidores de que a safra do Brasil 2012/2013 provavelmente vai amenizar o aperto na oferta, pois se trata de um ano de alta produção. O banco afirmou que as condições climáticas melhoraram desde o último trimestre, pesando nas cotações do café.

No entanto, o banco espera que o aperto no mercado físico continue até o início da colheita do Brasil, mas depois disso a pressão negativa deve se intensificar. Os indicadores técnicos também apontam para uma correção.

Depois da correção recente, tanto os indicadores de momento quanto os de tendência estão agora negativos. A marca de 200 cents nos Estados Unidos tem dado suporte por enquanto. Se rompida, no entanto, o movimento deve indicar um novo recuo - afirmou.

Com informações são da Dow Jones.

A reportagem é da Agência Estado, adaptada pela Equipe CaféPoint.
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Fernando de Souza Barros jr.
FERNANDO DE SOUZA BARROS JR.

SÃO PAULO - SÃO PAULO - TRADER

EM 02/03/2012

Prezados Companheiros,

É uma pena que um Banco tenha interesse em derrubar preço de Café até por que deve estar vendido em contratos futiros, e digo mais contrariando a produção e a oferta global do produto. Isto é muito interessante dizer até por que nos últimos dois anos foram todos vendidos que tomaram chumbo, e agora só por terem se desvencilhado das posições vendidas quererem vender novamente e ficarem na espera do Produtor ter que vender. Ocorre que o produtor está menos exposto e o Mercado de Café Vulnerável então vamos assistir quem vai abrir o bico se a Produção ou a Especulação(contra a demanda).

Abraço e até mais.
joão carlos remédio
JOÃO CARLOS REMÉDIO

SÃO JOSÉ DOS CAMPOS - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 02/03/2012

Tirando a crise econômica européia, todos os outros fundamentos são favoráveis ao café. Não esqueçamos que muitos países europeus ganham muito dinheiro em cima do nosso café. Somos incompetentes quando o assunto é agregar valores. O mercado quer a todo custo comprar café abaixo de R$400 a saca, indo contra a maioria dos fundamentos favoráveis. A safra brasileira de 50 milhões de sacas apenas refrescará esse aperto entre produção, consumo e estoques.

O que mais chama a atenção é que não temos uma política cafeeira que faça com que o produtor seja menos refém de situações como essa vivida. O que todos querem é que produzamos 60 milhões de sacas anuais, de ótima qualidade para vender-mos no menor preço possível. Essa exploração se explica pela incompetência e fragilidade do setor.

Muitos analistas de mercado acham que os preços do café a R$400 a saca brutos ainda são remuneradores. Não precisa dizer mais nada. Sorte a todos!