CPI contra MST acirra debate sobre produtividade

A proposta de alteração nos índices de produtividade da terra e as últimas ações do MST acirraram ainda mais os ânimos no Congresso entre ruralistas, defensores do MST e o governo. PSDB e DEM articulam-se para tentar instalar uma CPI para investigar o MST e aprovar projeto de lei para medir critérios de produtividade. O governo federal, em resposta, criticou a tentativa de criminalização movimentos dos sem-terra.

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A proposta de alteração nos índices de produtividade da terra e as últimas ações do MST acirraram ainda mais os ânimos no Congresso entre ruralistas, defensores do MST e o governo. PSDB e DEM articulam-se para tentar instalar uma CPI para investigar o MST e aprovar projeto de lei para medir critérios de produtividade. O governo federal, em resposta, criticou a tentativa de criminalização movimentos dos sem-terra.

O ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, reclamou ontem da ação de ruralistas contra o MST. Segundo o ministro, é preciso "investigar todas as ações e punir" os excessos praticados pela entidade, como a ação em fazenda da Cutrale, em São Paulo, na semana passada. "O que não é correto é fazer disso instrumento de perseguição política", disse, ao participar de audiência no Senado sobre os índices de produtividade da terra, MST e repasses do governo federal a entidades ligadas aos sem-terra.

Durante todo o dia deputados e senadores da bancada ruralista se articularam em busca de assinaturas e de um ambiente político favorável à instalação da CPI do MST. Segundo o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), que coordena o recolhimento de assinaturas, a oposição está preocupada com a pressão do governo para a retirada de apoio. O ministro do Desenvolvimento Agrário criticou. "O que tenho manifestado sempre contrário é a criação de um ambiente persecutório", disse. Segundo Cassel, o governo não financia o MST, nem nunca financiou.

Por trás da tentativa de investigação do MST, outro debate divide governo, oposição, ruralistas e movimentos sociais: a alteração dos índices de produtividade. No Senado, está em tramitação projeto, de Lúcia Vânia (PSDB/GO), que altera a Lei Agrária por meio da fixação e do ajuste dos parâmetros, índices e indicadores de produtividade. Uma das mudanças previstas é o fim da exigência do produtor rural cumprir, simultaneamente, os índices de 80% do Grau de Utilização da Terra (GUT), e de 100% do Grau de Eficiência de Exploração (GEE).

Pela lei agrária, o produtor deve atender ao GUT e ao GEE ao mesmo tempo para que sua propriedade não seja considerada improdutiva e passível de desapropriação para fins de reforma agrária. Desta forma, comparando duas propriedades rurais, se uma fazenda apresentar GUT inferior a 80%, mesmo com produtividade superior a outra, será considerada improdutiva por não cumprir um dos requisitos. Cassel e o PT são contra. A proposta deve ser debatida em plenário.

As informações são de Cristiane Agostine, do jornal Valor Econômico, resumidas e adaptadas pela Equipe AgriPoint.
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Fabiano Pagliarini Santos
FABIANO PAGLIARINI SANTOS

CASCAVEL - PARANÁ - PRODUÇÃO DE GADO DE CORTE

EM 14/10/2009

O ministério do Desenvolvimento Agrário dirigido pelo senhor Guilherme Cassel, não jamais trabalhou como "desenvolvimento agrário", mas somente como ministério do MST, pois não se tem notícia de projetos desse ministério para melhoria de políticas agrárias que pressionam pequenos, médios e grandes produtores. E se esse ministério não mudar sua posição creio que o mesmo pode ser extinto, pois somente tem gerado custos a nação, pois o mesmo deve ter um orçamento que pode estar fazendo falta, por exemplo nos ministérios da saúde, educação e até mesmo no da agricultura.