Cotações do arábica batem recorde histórico

As cotações do café arábica encerram a quarta-feira (02) em alta pelo terceiro dia consecutivo na bolsa de Nova York e no mercado físico. Na bolsa de Nova York o vencimento março/11 teve valorização de 100 pontos, fechando a 250,40 centavos de dólar por libra-peso, valor recorde desde 1997. As cotações foram impulsionadas por preocupações em relação a oferta mundial de café, em um cenário de demanda aquecida. No mercado interno a saca de 60 quilos do café arábica foi cotada a R$ 466,36, com valorização de R$ 5,45, segundo o indicador Cepea/Esalq. Esse valor é o maior já registrado na história do indicador.

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As cotações do café arábica encerram a quarta-feira (02) em alta pelo terceiro dia consecutivo na bolsa de Nova York e no mercado físico.

Na bolsa de Nova York o vencimento março/11 teve valorização de 100 pontos, fechando a 250,40 centavos de dólar por libra-peso, valor recorde desde 1997. Os contratos para maio/11 terminaram o pregão a 252,25 centavos de dólar por libra-peso, também com alta de 100 pontos.

As cotações foram impulsionadas por preocupações em relação a oferta mundial de café, em um cenário de demanda aquecida.

O que costuma acontecer após dias de valorizações é queda das cotações como realização de lucros. Mas como o mercado mostrou firmeza baseada nos fundamentos de oferta e demanda, se manteve em alta e com possibilidade de alcançar novos tetos.

Gráfico 1. Contrato café, ICE Futures U.S.

Figura 1


A BM&Fbovespa encerrou o dia com altas e baixas para seus contratos. O vencimento março/11 fechou cotado a US$ 334,25, com desvalorização de US$ 1,70/saca, 1.991 contratos negociados e 4.883 contratos em aberto. O contrato maio/11 fechou a US$ 328,70/saca, com queda de US$ 2,05/saca.

Na bolsa de Londres o preço do robusta para entrega em março/11 caiu 0,27%, fechando a US$ 2.225/ton. O vencimento maio/11 registrou desvalorização de 0,27%, sendo cotado a US$ 2.252/tonelada.

Tabela 1. Comparativos das principais Bolsas de café

Figura 2


Dólar

O dólar (PTAX) fechou em alta de 0,24%, cotado à R$ 1,6663 nesta quarta-feira (02).

Mercado interno

O mercado interno acompanhou o mercado internacional e se sustentou em alta.

A saca de 60 quilos do café arábica foi cotada a R$ 466,36, com valorização de R$ 5,45, segundo o indicador Cepea/Esalq. Esse valor é o maior já registrado na história do indicador.

O leitor do CaféPoint, Zeca, de Santo Antônio do Jardim/SP, informou através do formulário de mercado, que na sua região o café arábica, tipo 6, bebida dura apra melhor está sendo negociado a R$ 450,00/saca, enquanto o café arábica, cereja descascado está saindo a R$5 20,00/saca.

Como está o mercado na sua região? Utilize o formulário para troca de informações sobre o mercado de café, informando preços e o que está acontecendo no mercado de sua região.

Gráfico 2. Indicador Cepea/Esalq - arábica e conilon

Figura 3


Tabela 2. Principais Indicadores e cotação do Dólar

Figura 4


Acesse a tabela completa das cotações dos mercados futuro e físico aqui
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Material escrito por:

Natália Sampaio Fernandes

Natália Sampaio Fernandes

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Caetano de Carvalho Berlatto
CAETANO DE CARVALHO BERLATTO

BARREIRAS - BAHIA - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 04/02/2011

O momento para o café é realmente especial. Cotações batendo recordes na bolsa de NY, demanda mundial aquecida, países produtores concorrentes do Brasil tendo problemas de produção, estoques a níveis baixos. Os fundamentos apontam para um horizonte de pelo menos 2 safras com bons resultados para o setor, que há anos vem sofrendo com o problema de renda na maioria das regiões.

Porém agora é hora do produtor pensar muito bem nas estratégias de comercialização, e a principal ferramenta para isso é o custo de produção. Quantos no Brasil realmente tem seu custo na mão? E quando digo isso, me refiro tanto aos custos operacionais, quanto ao custo total aonde entram depreciação e custo de oportunidade. Em levantamentos que fizemos com CAMPO FUTURO/CNA ano passado no estado de Minas Gerais, e com dados do programa EDUCAMPO do SEBRAE/MG, vimos que os custos de cada região mineira se difere muito. Porém o principal fator para um custo mais baixo é a produtividade. Cafeicultores que investem em tecnologia e obtem maiores produtividades tem seu custo bem abaixo da média regional, seja nas áreas mecanizáveis do cerrado ou nas montanhas de minas.

Para aqueles que tem seu custo em mãos, a tarefa de decidir a hora de vender fica mais fácil. Porém sempre vem aquela dúvida: E se o preço subir depois? (Essa angustia atinge quase que a totalidade dos produtores brasileiros, não importando a cultura que trabalham) Uma boa estratégia é ir vendendo aos poucos, fazendo uma média de preço. Se hoje o preço lhe dá uma boa rentabilidade, venda um pouco e aguarde novos movimentos. Isso não trará o melhor resultado possível, mas garante lucratividade na atividade, e protege de quedas bruscas na cotação.

Lembre-se de que é praticamente impossível vender toda a safra a maior cotação do ano (por mais que todos se esforcem para isso), mas há ferramentas que ajudam a escolher bons momentos de venda, e a garantir preços atraentes para a safra futura. A melhor atitude que o produtor pode tomar é sempre se manter informado. Busque novos canais de comercialização, invista na qualidade do seu café, e sempre esteja em contato com pessoas idôneas que possam ajudar na tomada de decisão.
Henrique Penido Rosa
HENRIQUE PENIDO ROSA

CAPITÓLIO - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 03/02/2011

Altos e baixos são sempre a grande dor de cabeça do produtor (principalmente os pequenininhos) que nunca sabem a hora certa de vender. Em baixa eles não vendem pois não podem pagar o custeio e, na alta, ficam esperando o melhor valor mas não conseguem acertar nunca, pela simples falta de conhecimento de mercado e dos seus próprios custos de produção.

Deveria haver uma política mais séria do governo, garantindo um preço mínimo, principalmente para aqueles que dependem de PRONAF ou FUNCAFÉ, evitando muita dor de cabeça.

Esta alta se deve em grande parte ao desestímulo de milhares de cafeicultores que, a alguns anos vem amargando projuízos com o café a R$250,00. Muitos deles arrancaram as lavouras e se viraram ao leite, outros simplesmente pararam de adubar e pulverizar e estavam fazendo colheitas a "custo zero" (o que vier é lucro) depauperando as lavouras de tal maneira que hoje não temos produção suficiente para a demanda.

Sorte dos que ficaram e;
Sorte para os que ficaram!
Que os preços se mantenha assim pela eternidade...
(sonhar não custa nada)