Cotações atuais deverão afetar cafeicultura mineira para safra 2013

A redução dos preços pagos pelo café, observada ao longo de 2012, deverá comprometer o nível de investimento nos cafezais na safra 2013. De acordo com os dados do Centro do Comércio do Café no Estado de Minas Gerais - CCCMG, os preços pagos pela saca de 60 quilos acumularam queda de 36,4% entre janeiro e novembro e estão abaixo dos custos de produção.

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A redução dos preços pagos pelo café, observada ao longo de 2012, deverá comprometer o nível de investimento nos cafezais na safra 2013. De acordo com os dados do Centro do Comércio do Café no Estado de Minas Gerais - CCCMG, os preços pagos pela saca de 60 quilos acumularam queda de 36,4% entre janeiro e novembro e estão abaixo dos custos de produção.

De acordo com presidente do CCCMG, Archimedes Coli Neto, mesmo com a menor capitalização, a decisão por investir menos nos cafezais pode afetar futuramente a produção. O indicado é que os cafeicultores busquem gerir com maior eficiência os recursos aplicados nas unidades.

"O sinal amarelo está novamente ligado para a cafeicultura, que voltou a registrar preços abaixo dos custos de produção. Para evitar grandes prejuízos é preciso que os cafeicultores invistam na melhoria da gestão, mecanização e na aplicação correta de tratos culturais, esses fatores são essenciais para aumentar a produtividade e reduzir os custos finais", diz.

Ainda segundo Coli Neto, o aumento da safra em 2012 aconteceu em um período desfavorável. Isto pela crise financeira na Europa e nos Estados Unidos, principais compradores do grão brasileiro. Com o aumento do volume e a queda nas exportações, os preços do grão caíram significativamente.

"A crise financeira interferiu diretamente na demanda pelo grão. Em 2012 as exportações tiveram quedas significativas o que promoveu a redução dos preços. Somente este ano a saca de café desvalorizou em média R$ 200, isto pelo grão em 2011 ter sido negociado a até R$ 550 e agora está avaliado em R$ 350."

Exportações - Os últimos dados das exportações mostram que os embarques de café foram menores no acumulado dos primeiros 10 meses do ano. O levantamento do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa)aponta para um volume exportado de 757 mil toneladas, menor em 22,11%. Na comparação de outubro com setembro foi registrada alta de 33,4% com 100,6 mil toneladas embarcadas. O preço pago pela tonelada do grão recuou 13,83% nos primeiros 10 meses, a cotação média foi de US$ 4,077 mil.

Para Coli Neto, a retomada do mercado do café depende de vários fatores. "Devido à bienalidade negativa da cultura em 2013 teremos um safra menor. Isto será importante, uma vez que os estoques mundiais são pequenos e o consumo vem aumentando. Porém, um dos principais pontos para alavancar as vendas e os preços será a recuperação gradual da economia europeia e norte-americana", diz.

O terceiro levantamento da Safra de Café 2012, elaborado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), apontou para uma produção mineira de 26,63 milhões de sacas de café, representando um incremento de 20,07% em comparação com a safra 2011.

O aumento se deve à bienalidade positiva da cultura, à ampliação da área em produção e à melhora dos tratos culturais das lavouras, que em 2012 foram incentivados pela recuperação dos preços de comercialização do café. A produtividade média ficou em 25,87 sacas por hectare, incremento de 16,73%, enquanto a área de café em produção deve cresce 2,84% em comparação com a safra anterior. Para a próxima safra é esperada redução, porém o índice ainda não foi calculado.

As informações são do Diário do Comércio, adaptadas pelo CaféPoint.
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daniel renno sampaio
DANIEL RENNO SAMPAIO

SANTA RITA DO SAPUCAÍ - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 10/12/2012

CONCORDO PLENAMENTE COM O DEPOIMENTO DO SR. LUIS HENRIQUE SERRA BARROS LEMOS !

POIS QUEM PRODUZ COM DIGNIDADE FICA  EXPOSTO AS MANIPULAÇOES  DE MERCADO .
luis henrique serra barros lemos
LUIS HENRIQUE SERRA BARROS LEMOS

MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 10/12/2012

Obviamente que vai afetar...enquanto nosso custo de produção sobe 30%,o café cai em média mais de 30%...quem fecha esta conta???

Onde está nossa representatividade para entrar atuando na ´hora certa´???

Tudo é muito burocrático e lento. Não queremos prorrogações de dívidas,mas um mecanismo que nos proteja dessas especulações de fundos que hoje determinam a formação desses injustos preços de tela...desta vez foram muito além e nos deixam numa tremenda sinuca quanto ao futuro do negócio.

Oscilar faz parte,mas nessa intensidade nem o mais pessimista cafeicultor imaginaria estar vivendo esse quadro totalmente surreal...conseguem em menos de um ano inverter todos os fundamentos de mercado ´café´...é tudo muito injusto...

Chega de manipulação!!! muita gente com certeza está ganhando com isso...

A continuar assim,qual o incentivo que nós cafeicultores teremos para continuar produzindo???

A realidade nos fundamentos é uma,porém a tela nos mostra um cenário totalmente oposto a realidade...

Basta!!!

A cafeicultura não merece tudo isto...