Costa Rica quer exclusão de café do TLC negociado com Peru

Os produtores de café da Costa Rica exigiram a exclusão do grão do Tratado de Livre Comércio (TLC) que está sendo negociado com o Peru, ao mesmo tempo em que anunciaram que a colheita de 2010-211 aumentará 7% e que o abastecimento do mercado local está garantido.

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Os produtores de café da Costa Rica exigiram a exclusão do grão do Tratado de Livre Comércio (TLC) que está sendo negociado com o Peru, ao mesmo tempo em que anunciaram que a colheita de 2010-211 aumentará 7% e que o abastecimento do mercado local está garantido.

"Exigimos que se exclua o café das negociações (do TLC) com o Peru que é um país produtor", disse o diretor do Instituto Costarriquenho de Café (Icafé), Ronald Peters, acompanhado por diversos produtores do grão.

Peters afirmou que a tarifa que se cobra para a entrada de café na Costa Rica é de 15%, o que supõe um "prêmio à tradição e à qualidade" do café costarriquenho, reconhecidas mundialmente.

A Câmara de Torrefadores de Café anunciou há algumas semanas que havia solicitado ao Ministério do Comércio Exterior que inclua o café na forma de grão verde nas negociações de TLC com o Peru para baixar a tarifa devido a um "desabastecimento" no mercado costarriquenho. No entanto, essa afirmação foi rechaçada pelo Icafé e pela Câmara de Produtores de Café da Costa Rica, que afirmam que tudo se resume a uma falta de planejamento da Câmara de Torrefadores que não fez contratos futuros e que tem buscado preços mais baixos no exterior sem considerar a qualidade do café local.

Dados do Icafé indicam que a colheita de 2009-2010 fechou em 1,45 milhão de sacas de 60 quilos, enquanto em 2010-2011, alcançará 1,61 milhão de sacas, volume similar ao que se espera para 2011-2012.

O Icafé reconheceu que houve uma queda na produção por hectare de café devido a um envelhecimento das plantas, para o qual existe um plano de renovação de cafezais que consiste em uma linha de crédito US$ 140 milhões.

O Icafé aceitou que nos últimos três anos os torrefadores importaram um total de quase 200.000 sacas de café de países como Nicarágua, Honduras, Guatemala, México e El Salvador, mas por uma questão de preços.

A Câmara de Torrefadores de Café reiterou em um comunicado que existiu um "desabastecimento" para o mercado local no ano passado e que, para esse ano, "não se sabe ainda quanto faltará" e afirmou que o país tem importado café de alta qualidade devido aos preços "muito superiores" que se registram na Costa Rica.

Os representantes do Icafé insistiram que o café da Costa Rica tem custo de produção mais alto que qualquer outro devido a suas medidas para proteger o meio-ambiente, mão-de-obra bem remunerada, cargas sociais e seguros. Na Costa Rica há cerca de 50.000 produtores de café, dos quais 92% são pequenos agricultores.

A reportagem é da agência EFE, traduzida e adaptada pela Equipe CaféPoint.
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