Cooperativa eleva compra de cafés especiais arábica e conilon

Em 2016, Cooperativa Agropecuária adquiriu 10,97% a mais de sacas dos cooperados em relação ao ano anterior.

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Da redação

A Cooperativa Agropecuária Centro-Serrana (Coopeavi), que atua com produtores de café arábica e conilon, incrementou sua participação no mercado de cafés especiais. A cooperativa trabalha principalmente no estado do Espírito Santo, mas tem atuação também em Minas Gerais e Bahia. Da safra 2016, a cooperativa comprou 10,97% a mais de sacas de grãos especiais, comparado com o ano anterior. O percentual representa 4.408 sacas de um total de 23.300 sacas de grãos altamente selecionados de arábica e conilon.

Os resultados na cafeicultura e em outras atividades da Coopeavi foram apresentados pela diretoria durante sua Assembleia Geral Ordinária (AGO), no último dia 25 de março, no ginásio de esportes de Santa Maria de Jetibá (ES), na região serrana capixaba. Cerca de 1.300 pessoas, sendo 900 cooperados, participaram do evento que, além de prestar contas, elegeu novo Conselho Fiscal, mostrou a evolução dos negócios e anunciou investimentos para os próximos meses.

COMPRA DE QUALIDADE
A compra de cafés finos é um divisor nos negócios da cooperativa, uma vez que a forte crise hídrica dos últimos três anos fez a produção agropecuária acumular perdas econômicas inimagináveis. Conforme relatório divulgado na Assembleia, a Coopeavi comercializou 140.580 sacas no ano passado, sendo 16,57% de sacas de cafés especiais.

A possibilidade de alcançar preços acima do que é pago pelo mercado convencional cafeeiro é um chamariz para os cafeicultores ligados à Coopeavi. Produtores de Santa Maria de Jetibá, Itarana, Itaguaçu, Vargem Alta, Santa Teresa, Afonso Cláudio, Venda Nova do Imigrante, Castelo e outros municípios vêm investindo cada vez mais em cafés finos, tanto da espécie arábica, quando robusta, do tipo conilon, com melhoria da qualidade de vida e da credibilidade no cooperativismo.

A diretoria da Coopeavi afirma estar preparando a cooperativa para um novo ciclo de crescimento no pós-crise. “A busca neste momento é fazer mais com menos. Por isso, gostaríamos de agradecer ao nosso cooperado que continuou firme, fazendo negócios com a nossa cooperativa e acreditando no nosso trabalho”, declara o presidente da Coopeavi, Arno Potratz.

FATURAMENTE 2016
Mesmo com todo o cenário conturbado, a Coopeavi arrendou, em outubro, o galpão para armazenar cafés em Caratinga (MG), uma demanda antiga dos cooperados do estado mineiro. Quarto maior varejista do Espírito Santo - de acordo com o Instituto Euvaldo Lodi (IEL), a cooperativa teve um aumento de 8,07% no faturamento bruto desde 2014 na venda de produtos agropecuários. Em 2016, esse faturamento foi de R$ 211,4 milhões em todas as 20 lojas da cooperativa.

No mesmo ano, cresceu também em 6,06% o número de cooperados. Com a chegada de 651 novos produtores, a Coopeavi passa a ter em seu quadro social 11.380 associados, que geraram no capital social um crescimento de 8,1% desde 2014 e já soma R$ 21,2 milhões.
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Equipe CaféPoint

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