Cooparaiso: campeão de concurso consegue R$ 1.001/sc

O produtor Manoel Carlos Hernandes, da fazenda Catuaí no município de Fortaleza de Minas, teve seu café arrematado por R$ 1.001 durante o encerramento do Concurso Café de Qualidade Cooparaiso no último dia 23 de novembro. O lote de dez sacas foi comprado pela empresa Louis Dreyfus. Em segundo lugar, ficou o café de São Sebastião do Paraíso, de Alfeu de Souza Uzai, do Morro Vermelho, com o valor de R$ 510 pagos pela Olan/Outspan.

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O produtor Manoel Carlos Hernandes, da fazenda Catuaí no município de Fortaleza de Minas, teve seu café arrematado por R$ 1.001 durante o encerramento do Concurso Café de Qualidade Cooparaiso no último dia 23 de novembro. O lote de dez sacas foi comprado pela empresa Louis Dreyfus.

Esta edição do concurso recebeu 219 amostras de produtores de mais de 50 municípios da área de atuação da cooperativa. No final, os dez lotes de melhor qualidade foram ofertados no leilão.

A primeira colocação no concurso é uma recompensa pela dedicação e o emprenho na produção desse café, diz o produtor Manoel Carlos Hernandes. Ele conta que há sete anos fez a transição do sistema convencional de produção e passou a cultivar o café orgânico. "O manejo do café orgânico é extremamente difícil e repleto de detalhes, este prêmio veio nos prestigiar pelo esforço", ressalta.

José Fichina, vice-presidente da Cooparaiso explica que do leilão é uma maneira de incentivar o produtor a produzir com qualidade, o que agrega valor ao produto."É ótimo para o produtor vender um café a R$ 1 mil, a saca. É sinal de que esse café é diferenciado e merecidamente foi melhor remunerado", fala.

No mundo todo existem oito concursos de qualidade que utilizam o leilão como definição de ordem da premiação, nesse ano, em apenas três deles foram vendidas sacas a mais de R$ 1 mil. Marllon Braga Petrus, gerente do departamento de café da Cooparaiso fala que nos outros dois concursos foram 25 sacas leiloadas a esse preço. "Isso quer dizer que apenas 35 sacas de café no mundo foram arrematadas por esse valor. E 10 delas são da nossa região. Isso é sinal de que as empresas compradoras realmente identificaram um produto diferenciado em nossa região", ressalta Marlon.

Ao todo, foram 183 sacas de café vendidas a um total de R$ 80.770, uma média de R$ 441,37 a saca. "No geral, foram R$ 200 de ágio acima do valor da commoditie. Isso é muito bom", ressalta Marlon. Na sexta-feira, o preço da saca de café era R$ 240 e o lance mínimo para cada lote era de R$ 340, ágio inicial garantido pela Cooparaiso.

Em segundo lugar, ficou o café de São Sebastião do Paraíso, de Alfeu de Souza Uzai, do Morro Vermelho, com o valor de R$ 510 pagos pela Olan/Outspan. Luciano Candiani, também de Paraíso, ficou com a terceira colocação. Ele teve suas 15 sacas de café adquiridas pela Toyota a R$ 470 cada. O café premiado em quinto lugar é também cultivado em Fortaleza de Minas e foi vendido o lote de 19 sacas a R$ 410 cada para a MC Coffee. Ele é de propriedade de Edmo Elias. Também por R$ 410 foi vendido o lote classificado no sexto lugar em qualidade. Foram 26 sacas depositadas por Maria da Glória Fróes Muschioni, de Paraíso, arrematadas pela Atlantica. Waldomiro Gualberto Martins, de São Tomás de Aquino é o cultivador do lote classificado em sétimo lugar. Foram depositadas 17 sacas e adquiridas por R$ 400 pela Moka Tradding.

Os lotes premiados em oitavo, nono e décimo lugares foram arrematados por R$ 380 a saca pela MC Coffee (8º) e Macquarie (9º e 10º) e são de propriedade de Marcelo Simoni Russo, de Itamogi (19 sacas), Lenine de Souza Furtado, de São Tomás de Aquino (25 sacas) e Armando Santos, de Muzambinho (25 sacas), respectivamente.

As informações são da Cooparaiso.
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