Coocafé: sinal de alerta ligado na cafeicultura

A Coocafé atua na Zona da Mata de Minas Gerais e Montanhas do Espírito Santo, em uma área de aproximadamente 100 mil/ha. O quadro técnico da cooperativa, que percorre toda a área visitando e orientando os cooperados, já ligou o sinal de alerta, pois a região está passando por um longo período de seca, o maior dos últimos anos. E as previsões climáticas indicam que a seca deve prevalecer.

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A Coocafé atua na Zona da Mata de Minas Gerais e Montanhas do Espírito Santo, em uma área de aproximadamente 100 mil/ha. O quadro técnico da cooperativa, que percorre toda a área visitando e orientando os cooperados, já ligou o sinal de alerta, pois a região está passando por um longo período de seca, o maior dos últimos anos. E as previsões climáticas indicam que a seca deve prevalecer.

Um dos motivos mais preocupantes é que neste momento os cafeeiros estão na fase de granação e a necessidade de água é ainda maior. Porém, as temperaturas elevadas estão fazendo com que os cafeeiros sofram além da normalidade, com amadurecimento precoce, murchamento, chochamento e até mesmo morte das plantas. Com esta situação a perda na produção da região já é consolidada com uma queda na ordem de 30%, além de comprometer as safras futuras. Segundo informações do quadro técnico da Cooperativa, em lavouras novas, com carga alta, ocorrem perdas com chochamento de grãos e secas de ponteiros na ordem de 50%.

Algumas lavouras, como as que estão nas fotos em destaque, estão sofrendo drasticamente com o veranico prolongado. O gerente técnico e comercial da Coocafé, Waldir Francese Filho, destacou que "o clima favorável para a cafeicultura na Região da Zona da Mata foi prejudicado pela estiagem prolongada, trazendo enormes prejuízos para os produtores". Vale ressaltar que outras áreas também sofrem.

A Coocafé, o SICOOB Credicaf e o Sindicato dos Produtores Rurais de Lajinha, como órgãos representantes da cafeicultura regional, sentem-se na obrigação de informar sobre esse preocupante cenário que vem se desenhando em uma região de extrema importância para a economia estadual. Região esta que tem a cafeicultura como sua principal fonte de renda.

Figura 1. Ibatiba/ES

Figura 1

Figura 2
Figura 2.Lajinha/MG

Figura 3
Figura 3.Mutum/MG
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Carlos Alberto de Carvalho Costa
CARLOS ALBERTO DE CARVALHO COSTA

MUQUI - ESPÍRITO SANTO - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 02/03/2010

Concordo plenamente com o que o sr. José Sebastião Machado Silveira falou e espero que a CONAB faça a segunda estimativa de previsão, desta vez dentro da atual realidade das nossas lavouras. Devemos também nos preocupar com o assunto DRAWBACK que já está novamente vindo à tona com a única finalidade de não deixar os preços subirem. Dia 16/03 haverá na Assembléias Legislativa do ES uma reunião com o representante do MAPA para debater sobre a importação do café do Vietnã. Precisamos agora, mais do que nunca de nossos representantes para que juntos possam fazer ouvir a voz do produtor de café conilon. Precisamos ter preços justos para podermos tratar de nossas lavouras no ano de 2010.
Humberto Soares
HUMBERTO SOARES

AIMORÉS - MINAS GERAIS - ESTUDANTE

EM 01/03/2010

Em Aimorés as perdas chegam a 70%, asituação é muito grave
Isaac Silva Figueira
ISAAC SILVA FIGUEIRA

VITÓRIA DA CONQUISTA - BAHIA - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 28/02/2010

As perdas no SUDOESTE DA BAHIA que produz 1.000.000 sacas de café arabica,será na ordem de 40%. a seca que persiste a 90 dias na região afetou drasticamente a produção e a qualidade do café este ano e a do próximo ano.
Jerônimo Borel
JERÔNIMO BOREL

PETROLINA - PERNAMBUCO - PESQUISA/ENSINO

EM 27/02/2010

Meu pai produz café na região de Manhumirim-MG. A estiagem prolongada está prejudicando mais severamente as lavouras implantadas em terrenos mais expostos ao sol da tarde (Noroeste) em regiões de menores altitudes.
josé sebastião machado silveira
JOSÉ SEBASTIÃO MACHADO SILVEIRA

LINHARES - ESPÍRITO SANTO - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 26/02/2010

As perdas na produção pela estiagem no café conilon no Espírito Santo e Sul da Bahia são piores que a do café arábica. Estamos estimando uma redução de 2,5 a 3 milhões de sacas de conilon nesta duas regiões para esta safra.
A safra 2010/2011 será ainda pior que a deste ano. O Espírito Santo deverá produzir menos de 6,5 milhões de sacas de conilon em 2011.
Acreditamos que apartir de agosto/setembro haverá um aumento significativo dos preços do café conilon.