O brasileiro começa a adquirir um hábito comum em países europeus: o consumo de café em cápsulas aumentou 46,5% entre 2012 e 2013, segundo uma pesquisa da consultoria Nielsen. O total de lares que saboreiam os grãos nesse nicho ainda é pequeno (0,6% dos domicílios no país), mas o percentual de crescimento entre os dois últimos anos sugere, conforme especialistas, que o produto caiu no gosto das pessoas. “É um mercado que vai pegar no Brasil. Em lugares como a França e a Suíça, as cápsulas representam mais de 30% do consumo (da bebida)”, comparou Nathan Herszkowicz, diretor executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Café (Abic).
Uma das justificativas para o aumento do mercado de cápsulas é o maior poder aquisitivo do brasileiro. Outro é a qualidade do café especial produzido no país e no exterior. O aumento do consumo ocorre num momento relevante para o mercado: o fim da patente da Nespresso, controlada pela suíça Nestlé e pioneira nesse segmento.
Por quase duas décadas e meia, a Nespresso produziu máquinas em que apenas as suas próprias cápsulas podiam ser usadas. Concorrentes que criaram cápsulas compatíveis com os equipamentos da rival tentaram, sem êxito, quebrar a exclusividade com ações na Justiça. Mas o fim da patente abriu a porteira para a concorrência no planeta todo.
A americana Sara Lee começou a explorar o mercado francês com cápsulas compatíveis com máquinas da Nespresso. O mesmo, também no país europeu, ocorre com a rede Casino, uma das donas do Grupo Pão de Açúcar. Esses produtos ainda vão chegar ao Brasil. Por aqui, a Três Corações começou a vender as próprias máquinas (três modelos) e cápsulas (17 tipos). Os equipamentos chegam com o preço mínimo de R$ 449. Já as cápsulas, importadas da Itália, saem a R$ 1,10 cada.
Marcella Issa, gerente da marca TRES, do Grupo 3corações, lembra o crescimento do mercado de cápsulas . “De 2008 a 2012 esse mercado cresceu mais de oito vezes, chegando a R$ 206 milhões movimentados”, diz. Ainda de acordo com ela, o Brasil está caminhando para a maturação desse segmento, que deve deixar de ser nicho. “Hoje as cápsulas representam 2,5% do segmento de cafés em valor, mas entendemos que pode chegar até 20% como em muitos países desenvolvidos”, ressalta.
Sobre a participação de mercado que a empresa pretende atingir, ela garante que a expectativa é que a solução TRES represente 10% do faturamento do Grupo 3corações em cinco anos. “Além disso, daremos continuidade ao posicionamento da marca de tornar-se uma das referências no mercado com produtos com design diferenciado”, afirma.
As informações são do Estado de Minas, resumidas pelo CaféPoint
Consumo do café em cápsulas cresce 46,5% e impulsiona indústria de máquinas de expresso
O brasileiro começa a adquirir um hábito comum em países europeus: o consumo de café em cápsulas aumentou 46,5% entre 2012 e 2013, segundo uma pesquisa da consultoria Nielsen. O total de lares que saboreiam os grãos nesse nicho ainda é pequeno (0,6% dos domicílios no país), mas o percentual de crescimento entre os dois últimos anos sugere, conforme especialistas, que o produto caiu no gosto das pessoas.
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