Consumo de robusta está em alta e Brasil pode suprir demanda mundial
Raja Saoud, Senior VP da Outspan Brasil, esteve presente no 4º Coffee Dinner, evento promovido pelo CeCafé no dia 31 de maio, para falar sobre o mercado de café robusta no mundo. Produção e consumo de café robusta são crescentes, sendo o Brasil e Vietnã os principais contribuidores para esse crescimento. Para o futuro, há grande oportunidade para o Brasil preencher a lacuna que se abrirá no mercado, devido ao aumento de demanda.
Publicado por: CaféPoint
Publicado em: - 3 minutos de leitura
Contudo, com o aumento dos preços principalmente par ao arábica, a busca por café robusta começou a se aquecer.
Raja Saoud, Senior VP da Outspan Brasil, esteve presente no 4º Coffee Dinner, evento promovido pelo CeCafé no dia 31 de maio, para falar sobre o mercado de café robusta no mundo.
A produção de café robusta tem aumentao nos útlimos anos, aumentando sua participação no mercado em relação ao arábica, saindo de 36% em 2000 para 41% em 2010. Segundo Raja, de 2011 a 2020 há tendência de crescimento de cultivo de robusta na ordem de 1,6% a.a.
Os maiores contribuidores do crescimento de produção foram Vietnã e o Brasil.
Além da produção, o consumo também é crescente no mundo, à taxa mais rápida que a produção. "Os países que produzem café têm aumentado mais rapidamente o consumo do que países consumidores", comenta ele.
Segundo Raja, o aumento de demanda está relacionado diretamente com o nível baixo dos estoques e a tendenência para compra de cafés masi baratos, como o caso do solúvel, em que o consumo também é crescente.
Traçando um cenário para o futuro, Raja analisa que se usar a taxa de cresciemnto de consumo e manter a produção constante, nota-se uma falta de café de 35 milhões de sacas. Caso a produção também seja crescente, mas aos níveis que vem crescendo nos últimos anos, o déficit de café será de 15 milhões de sacas. Mesmo que esse crescimento na produção seja maior, ainda faltará 10 milhões de sacas par ao consumo mundial, de acordo com cálculos de Raja.
E quem pode atender a demanda do mercado?
O Brasil é o principal candidato para atender o mercado.
A área de cultivo no Brasil não tem aumentado, exceto pouca coisa na Bahia, Espírito Santo e Rondônia, contudo a produtividade aumentou muito com investimentos em pesquisa e o uso de tecnologias e irrigação.
Raja comenta que o potencial de produção de robusta no Brasil deve atingir 17 milhões de sacas, com incremento de 3 milhões de sacas para os próximos 3 anos.
Em relação aos demais produtores, o Vietnã segue com área de produção e produtividade estável, além da necessidade de renovar as lavouras.
A Indonésia é outro grande produtor de robusta. Tem o dobro de área do Vietnã, mas a produtividade é muito inferior. Por isso, a oportunidade para a Indonésia é grande, porém se nada for feito a oferta pode ser reduzida ao invés de crescente.
No caso da Índia, há pouca disponibilidade de terra e o café já perdeu área para outras sulturas mais competitivas. Com o aumento dos preços do café, há até a possibilidade de retomar áreas de café, mas não tem grande potencial.
A Uganda é outro país que não poderá ajudar muito no suprimento da demanda pois, apensar de ter aumentado um pouco a produção não demonstra segurança, comenta Raja.
Enfim, de acordo com o cenário atual e as expectativas futuras, projeta-se que o consumo continuará crescente em maior taxa que o crescimento da produção e que o Brasil e Vietnã serão os principais responsáveis pelo suprimento da demanda de café robusta.
Com o aumento dos preços do café arábica e problemas nos países consumidores como EUA e países da União Eurepeia, há potencial pela tendência de consumo de café de qualidade mais baixa, como o robusta.
Para a sustentabilidade da produção "será necessário direcionar os recusrsos, além do que o mercado tem que remunerar o produtor", finaliza Raja.
Através de que iniciativas o Brasil pode melhorar a produção e posicionamento de mercado, ocupando essa lacuna com competitividade?
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SÃO GABRIEL DA PALHA - ESPÍRITO SANTO - INSTITUIÇÕES GOVERNAMENTAIS
EM 28/06/2011
O conilon é o carro chefe da maioria dos agricultores capixabas, sentimos orgulhosos pelas conquistas alcançadas na produtividade das nossas lavouras, isto graça aos avanços da tecnologia que vem sendo desenvolvida e repassadas pelos profissionais do INCAPER e demais profissionais da iniciativa privada. Estamos diante de um grande desafio, que é produzir café de qualidade, acreditamos, que a medida que houver um maior reconhecimento, através de melhores preços, com certeza os produtores responderão mais rápido esta demanda. Temos conciencia do nosso papel nesta luta e acredito que em breve os nossos consumidores estarão tomando o conilon capixaba nos blends dos melhores cafés consumidos no mundo.

VITÓRIA - ESPÍRITO SANTO - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 28/06/2011

VILA VALÉRIO - ESPÍRITO SANTO
EM 16/06/2011
CAPARAÓ - MINAS GERAIS
EM 16/06/2011
O Estado do Espírito Santo, detem as melhores tecnologias para o cultivo do robusta, através de trabalhos desenvolvidos pelo Incaper, com o desenvolvimento de novas variedades, técnicas de irrigação, poda, dentre outras. Isso tem resultado em produtividade superior a 150 sc/ha em determinadas lavouras. Porém, a produtividade média no estado ainda é muito baixa, ficando em torno de 25sc/ha.
Sendo assim, com a projeto de renovação do parque cafeeiro, que o Incaper junto ao governo do Estado ja implantaram, associado as táticas de manejo desenvolvidas, a produção de café robusta capixaba tende a crescer ainda mais, e nao seria muita ousadia dizer que tem potencial para até dobrar, elevando também a produçao nacional, uma vez que o Estado é o responsável por mais de 70% da produçao brasileira de café robusta.

MUQUI - ESPÍRITO SANTO - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 15/06/2011