O Programa de Aceleração de Crescimento, que deve ser anunciado dia 22, acabou virando a vedete do segundo mandato de Lula, como foi o Fome Zero, no primeiro. "O que podemos fazer hoje é torcer para que o PAC seja de fato um novo Fome Zero. Um não-pacote. Pois, nesse caso, os riscos ficam minimizados", pondera a economista Ana Carla Abrão Costa, da consultoria Tendências, suspeitando que o PAC pode trazer mais prejuízos do que ganhos.
Costa explica seu pessimismo. Espera-se que as medidas, sozinhas, 'destravem' o crescimento, ampliando o investimento público e criando as condições para o aumento do investimento privado. "Ou seja, o PAC promete resolver - combinando desoneração setorial e um conjunto de projetos de investimentos tachados de 'reestruturantes' - o que não foi resolvido ao longo dos últimos quatro anos, por falta de definição de marcos legais, racionalização tributária e melhora na qualidade do gasto público", avalia.
A economista concorda que o caminho tradicional não é fácil e que, portanto, o governo acabou optando por um atalho politicamente menos custoso. Ao colocar de lado o ajuste fiscal efetivo - o que não é possível sem contemplar a reforma da Previdência -, uma reforma tributária e a (re)elaboração de uma agenda de reformas estruturais, o governo Lula opta por abrir espaço para que os principais gargalos se mantenham.
As informações são da coluna de Sonia Racy, do jornal O Estado de S. Paulo.
Consultoria Tendências não aposta no PAC
O Programa de Aceleração de Crescimento, que deve ser anunciado dia 22, acabou virando a vedete do segundo mandato de Lula, como foi o Fome Zero, no primeiro. "O que podemos fazer hoje é torcer para que o PAC seja de fato um novo Fome Zero. Um não-pacote. Pois, nesse caso, os riscos ficam minimizados", pondera a economista Ana Carla Abrão Costa, da consultoria Tendências, suspeitando que o PAC pode trazer mais prejuízos do que ganhos.
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