Consultor comenta produção de cafés especiais

A produção de Cafés Especiais requer infra-estrutura, como lavador-separador, descascador, terreiros e secadores de café, como também conhecimento sobre o manejo da colheita e o preparo corretos. Agora que a colheita está terminando, é bom ficar de olho num dos principais fatores de sucesso nesta atividade: a matéria-prima da próxima safra, uma vez que a qualidade está nos frutos maduros, graúdos e sadios.

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O leitor do CaféPoint, João Eudes de Rezende, da Emater/MG, em carta enviada ao artigo "Cafés especiais, um mercado para todos", volta a atenção para os frutos que começarão a se formar no final deste ano e deverão ser colhidos nas lavouras do ano que vem. O consultor e extensionista de Manhuaçu, em Minas Gerais, aponta etapas nas quais o cafeicultor deve ser mais cuidadoso, a fim de assegurar a qualidade dos grãos. Leia as recomendações a seguir:

"A produção de Cafés Especiais requer infra-estrutura, como lavador-separador, descascador, terreiros e secadores de café, como também conhecimento sobre o manejo da colheita e o preparo corretos. Agora que a colheita está terminando, é bom ficar de olho num dos principais fatores de sucesso nesta atividade: a matéria-prima da próxima safra, uma vez que a qualidade está nos frutos maduros, graúdos e sadios. Nunca é demais lembrar, tanto para o pequeno com para o grande cafeicultor:

• Com o preço do adubo nas alturas, a produtividade econômica será também acima daquela com que se vinha trabalhando. Deve-se considerar também o custo da colheita em lavouras com produtividade baixa. Esta avaliação, sendo agora mais rigorosa, resultará, com certeza, na adoção com maior intensidade da prática das podas de recuperação e revigoramento;

• A análise de solos anual cresce cada vez mais de importância, uma vez que é a partir dos resultados de laboratório que se chega na quantidade e tipo de adubo e calcário que serão necessários para uma produtividade técnica mais conciliada com uma produtividade econômica;

• Lavouras mais novas e também aquelas revigoradas através de podas têm grande potencial produtivo, além de maturação mais uniforme, com cerejas graúdas e sadias, o que é indispensável tanto para um bom rendimento em café descascado (para quem descasca), como para quem produz o café natural;

• Por fim, produtividade, qualidade e custos são variáveis que devem ser acompanhadas de perto, do lado de dentro da porteira, pois é aí onde o cafeicultor tem maior controle. Quando se otimizam estes três fatores, fica mais fácil chegar ao mercado (lado de fora da porteira) mais confiante e com maior poder de negociação".

Leia a carta original.

Julio Frare, equipe CaféPoint
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