Conilon: luta pela qualidade e valorização no mercado
Conquistar consumidores de cafés de qualidade é atualmente um desafio para a cadeia do conilon; no entanto, a busca pela melhoria do produto e agregação de valor tem sido o foco dos produtores para atingir este mercado.
Publicado por: CaféPoint
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Artigos sobre o assunto foram publicados no CaféPoint na última semana e geraram ricas discussões e trocas de experiências.
Para falar sobre o assunto, é importante deixar claro que o conilon é uma variedade da espécie Coffea canephora, cultivada no Brasil. Hoje o posto de maior produtor de café dessa espécie é o Vietnã, seguido pelo Brasil. O Brasil cultiva também, e em maior quantidade, cafés da espécie Coffea arabica.
As plantas arabica e canephora se distinguem em produtividade, fisiologia, aspectos sensoriais, químicos, como teor de cafeína, óleos e açúcares. Ou seja, cada variedade tem sua característica, suas necessidades, seu espaço, seu mercado. Há espaço para todos, respeitadas as peculiaridades e o gosto de cada um, que pode ser conquistado.
Os cuidados na produção, colheita e pós colheita de conilon devem receber a mesma atenção que o arabica. Porém, por já ter uma imagem de café inferior, muitos produtores deixam a desejar na dedicação aos processos produtivos, o que precisa ser melhorado.
Há regiões como Karnatka, na Índia, em que o café robusta é apreciado e valorizado pelos consumidores. No Brasil alguns produtores já estão dando maior atenção as técnicas de preparo e secagem, para obtenção de cafés de melhor qualidade.
Devido a percepção de uma oportunidade no mercado de cafés finos, os municípios de Jaguaré e Vila Valério, norte do Espírito Santo aderiram ao projeto Conilon Especial. O projeto visa a melhoria de qualidade dos cafés da espécie C. canephora, mais precisamente da variedade Conilon.
O projeto está baseado em 4 pilares: Inteligência competitiva, que visa disponibilizar informações aos produtores do município; gestão da marca, para reposicionar o café conilon no mercado; gestão produtiva, levando tecnologia aos produtores; e gestão empresarial, visando a melhoria da gestão nas fazendas.
Pode-se dizer que os passos a serem seguidos são os mesmos seguidos no passado pelos produtores, cooperativas e associações de café arábica, ou mesmo vinhos e cervejas. É necessário união, investimentos em tecnologia, maiores cuidados nos processos produtivos, busca pela sustentabilidade, marketing, (re)educação, promoção e por fim a conquista dos consumidores.
Basta ser bom e agradar o gosto do consumidor para conseguir ter maior participação no mercado. O principal elemento avaliado hoje é a qualidade. A qualidade expressa o preço.
O desafio para conquista dos consumidores de café de qualidade é grande e como citado acima, alguns projetos já estão em andamento. O primordial é o trabalho conjunto na busca de um único objetivo.
Natália Fernandes, Equipe CaféPoint.
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