Confrontos violentos e discórdias entre cafeicultores e governo marcam greve na Colômbia
Desde domingo, milhares de produtores de toda a Colômbia se mobilizam para exigir que o governo eleve subsídios e freie importações de café. "Nós vamos marchar todo o dia, de forma pacífica, até que nos ouçam", disse um porta-voz dos produtores. No entanto, já ocorreu confronto com 77 feridos nesta segunda-feira.
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"A greve que está sendo convocada hoje não é apenas inconveniente e desnecessária, também é injusta", disse Santos, em um discurso televisionado, incitando os produtores a manter o protesto pacífico e abster-se da violência.
Desde domingo, milhares de produtores de toda a Colômbia estão se mobilizando para uma marcha a fim de exigir que o governo eleve subsídios e freie importações de café. "Nós vamos marchar todo o dia, de forma pacífica, até que nos ouçam", disse Oscar Gutierrez, um porta-voz dos produtores.
Cafeicultores da Colômbia, um dos maiores produtores de café do mundo, foram duramente atingidos por uma queda de 35% nos preços internacionais no ano passado e uma valorização de 10% do peso, moeda nacional.
Estima-se que 560 mil famílias devam seu sustento ao café, que, por décadas, foi um dos principais produtos de exportação da Colômbia.
A produção de café da Colômbia caiu 12% em 2011 e menos de 1% em 2012. No encerramento do ano passado, o país havia produzido 462 mil toneladas (7,7 milhões de sacas de 60 quilos).
Santos reconheceu as dificuldades do setor, mas afirmou que, desde que tomou posse, em 2010, ofereceu aos produtores bilhões de pesos em créditos e subsídios. Chamando os agricultores para o diálogo, ele propôs a criação de uma comissão para discutir como lidar com os problemas enfrentados pela indústria.
Conflitos entre polícia e cafeicultores grevistas deixam 77 feridos
Ao menos 77 pessoas ficaram feridas em confrontos entre policiais e cafeicultores grevistas na Colômbia nesta segunda-feira (26/02), quando milhares de produtores do grão pediram subsídios do governo para protegê-los da queda internacional de preços e a desvalorização da moeda.
Rodovias são bloqueadas
O representante da Organização das Nações Unidas (ONU) na Colômbia, Bruno Moro, pediu o fim dos protestos dos cafeeiros colombianos e solicitou que o governo e os manifestantes busquem o diálogo para solucionar a crise do setor. Há dois dias parados, cerca de 50 mil produtores colombianos bloqueiam cinco das principais rodovias do país em 13 departamentos.
“Não há outra saída. Em todas as circunstâncias, a solução é o diálogo para chegar a um entendimento”, defendeu Moro em uma entrevista à imprensa na tarde de hoje (26), em Bogotá. Ao todo são mais de 38 rodovias com algum tipo de manifestação, e há registro de feridos e enfrentamentos entre a polícia e grevistas.
A paralisação não tem o apoio da Federação Nacional dos Cafeicultores da Colômbia (FNC), mas o Movimento pela Defesa e Dignidade Cafeeira, pede medidas governamentais para solucionar a crise que afeta o setor há mais de um ano.
Na semana passada o governo colombiano anunciou um pacote para salvar o setor. A FNC aceitou a proposta, mas os manifestantes consideraram a ajuda insuficiente.
O custo de produção do café no país é superior ao preço interno e as exportações sofrem com a valorização do peso colombiano em relação ao dólar. Além disso, fortes chuvas e várias doenças afetaram o plantio dos últimos anos.
Em defesa da ação do governo para apoiar o setor, o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, disse esta semana que o governo investiu, de 2010 até hoje, cerca de U$ 2,7 bilhões na cafeicultura, no repasse direto e por meio de subsídios. Mesmo assim, em oposição à FNC, o Movimento pela Defesa e Dignidade Cafeeira diz que a ajuda não chega a todos os produtores e que outras medidas precisam ser adotadas.
O movimento independente alega ter tentado negociar com o governo, mas, segundo eles, a opção governista foi negociar somente com a cúpula da FNC.
Outros movimentos prometem aderir aos protestos esta semana. Os produtores de cacau e o setor de transporte anunciaram que também pretendem se juntar aos produtores do café para protestar por melhores condições de trabalho e produção.
As informações são de Dow Jones, Agência Estado, ABIN, Terra, BBC e TV Caracol, adaptadas pelo CaféPoint.
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Palha de cafe vai dar mais lucro.
CACOAL - RONDÔNIA
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Parabéns ao povo Colombiano.

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