Conab reduz a estimativa para safra de café em 2011
Como esperado, o governo revisou para baixo sua estimativa para a produção de café neste ano. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra 2011/12 deve somar 43,15 milhões de sacas de 60 quilos, uma queda de 0,9% em relação à estimativa anterior e de 11,4% sobre o volume colhido no ano passado.
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O corte na previsão é reflexo de uma pequena estiagem em algumas regiões produtoras no começo do ano. O problema afetou o desenvolvimento dos grãos, o que só foi diagnosticado após o início da colheita. Mesmo assim, a safra é a maior da história para um ano de baixa de produtividade no ciclo bienal do café.
A nova estimativa da Conab teve um impacto apenas limitado sobre os preços internacionais da commodity. Em Nova York, os contratos com vencimento em dezembro chegaram a subir mais de 1% após a divulgação dos números, mas cederam em meio ao recrudescimento das preocupações com a crise econômica. No fim do dia, era cotados a US$ 2,7030 por libra-peso, uma desvalorização de 65 pontos ou 0,23%.
Com mais de 95% da safra já colhida, observa o analista da consultoria Safras & Mercado, Gil Barabach, as atenções do mercado agora se voltam para o desenvolvimento da próxima safra, que será colhida em 2012. "A expectativa é de uma produção recorde. É um ano de alta no ciclo bienal, e o produtor fez investimentos na lavoura. A questão é saber como o clima vai se comportar."
A meteorologia prevê chuvas para o último terço do mês, o que deve favorecer a floração das lavouras - o primeiro indicador sobre o potencial produtivo da nova safra. "Se tudo correr bem", diz Barabach, "os preços tendem a se estabilizar e podem até ceder um pouco. Caso contrário, podemos ver uma nova escalada acima dos US$ 3 por libra-peso". A margem para perdas de produção é praticamente nula. Em 2010, o consumo de café do Brasil passou de 54 milhões de sacas - 19,5 milhões no mercado interno e quase 35 milhões exportadas -, para uma produção de 48 milhões de sacas.
O déficit, que foi a regra também nos anos anteriores, praticamente zerou os estoques domésticos de café verde. "Nos últimos anos sempre contamos com os estoques para compensar a produção insuficiente. Nesta safra, não temos mais esse artifício", afirma Eduardo Carvalhaes, do Escritório Carvalhaes.
Por isso, observa ele, os números finais da demanda para safra atual são uma incógnita. "Teoricamente, as exportações vão ter de cair, mas numa proporção inimaginável". Para Carvalhes, os preços, que praticamente dobraram nos últimos 12 meses, deverão se manter elevados "ainda que o Brasil colha uma safra maravilhosa no ano que vem".
As informações são do Valor, adaptadas pela Equipe CaféPoint.
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PERDÕES - MINAS GERAIS
EM 16/09/2011
A indústria, tanto local quanto estrangeira, deu um tiro no próprio pé e agora vai tentar de tudo para que sejamos sua bengala, se não tivessem forçado tanto o preço para baixo ao longo dos anos haveria mais café e, todos, inclusive nós, estaríamos estáveis.
Quando ouço falar em "sustentabilidade", tipo a Nestle, vejo o quanto nós sustentamos seus mega lucros e realizamos o nosso mega prejuízo. E agora que vai faltar na pilha, possivelmente vão dizer que a próxima safra será de 60.000mil sacas. Quem viver verá!!!
CAMBUQUIRA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 14/09/2011
Sempre acontece de superestimar, e nunca de subestimar.
Fico aqui pensando com os meus botões, será, por que será?

PERDÕES - MINAS GERAIS
EM 14/09/2011
Primeiro gostaria de ver este "estoque", talvez esteja em SERÁFIA DO NORTE, porém como vivo no BRASIL tudo é possivel! Quanto a safra de arábica, o preço atual não condiz com a previsão(31.000 mil), esta muito acima disto!!
Quanto a nós produtores, é só esperar até novembro, quando de fato todas estas previsões deverão virar pó.