Conab: queda de estoques deve elevar cotações do café

De acordo com o estudo divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em relação as prospecções de mercado para safra 2009/10, as cotações de café - arábica e conilon - para o próximo ano, deverão se elevar, tendo em vista a escassez prevista pela baixa nos estoques privados, representando um estoque de 1,21 milhão de sacas. Certamente o mercado deverá trabalhar numa faixa muito estreita entre oferta e a demanda.

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De acordo com o estudo divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em relação as prospecções de mercado para safra 2009/10, as cotações de café - arábica e conilon - para o próximo ano, deverão se elevar, tendo em vista a escassez prevista pela baixa nos estoques privados, representando um estoque de 1,21 milhão de sacas. Certamente o mercado deverá trabalhar numa faixa muito estreita entre oferta e a demanda.

Figura 1
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Com relação ao panorama internacional a expectativa para o ano 2010/2011, é de que venhamos a ter um mercado relativamente equilibrado, chegando-se a um estoque final de 32,8 milhões de sacas, que seria suficiente para atender a cerca de três meses de consumo mundial.

Já com relação ao mercado interno, a previsão é de que a oferta ficará muito justa frente à demanda. A produtividade dos cafezais de arábica sofrerá uma redução de 4%, o que resultará numa safra de 44,027 milhões de sacas. Deduzindo da oferta total, o consumo doméstico e as exportações, sobraria um estoque final de 1,21 milhão de sacas, quantidade insuficiente para atender adequadamente a demanda.

Em relação as exportações, enquanto que no primeiro trimestre/2009 houve um incremento de 9,22% no volume exportado, em relação a idêntico período do ano anterior, quando se observa os dados referentes às receitas, constata-se um decréscimo de 7,55%. Com isso, suspeita-se que parte das sacas exportadas podem estar sendo dirigidas para a formação de estoques, em alguns países - e não destinadas diretamente para o consumo. Tal posicionamento poderia caracterizar uma estratégia, objetivando aproveitar o atual momento de cotações reduzidas no mercado interno.

Figura 2
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Equipe CaféPoint, com dados da Conab.
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amador jose alves
AMADOR JOSE ALVES

PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 08/12/2009

Concordo plenamente com os dois colegas. Falta uma política verdadeira, de longo alcance para toda nossa agricultura. Para o café então, com um atraso de pelo menos 10 anos.

Estamos vivendo custos altíssimos(salários, insumos, falta de crédito na hora certa, e com juros decentes para com a nossa atividade).

É preciso preço minimo que reflita o custo real de nosso produto, parar com zoneamento para culturas que ja estao saturadas, formaçao de estoques oficiais, marketing agressivo, inclusive no exterior, união de nossas cooperativas de produção, que assim teriam um gigantesco poder de compras de insumos favorecendo diretamente o produtor, como tambem na venda de nosso valioso produto: o cafe.

Será que até hoje todos o produtos que o cafeicultor compra tem seu preço definido, seriamos nós, meros formadores de custos? É inadimissivel que, além das situaçoes que afetam diretamente nossa atividade, nosso cafe seja "apenas" mais uma carta neste grande cassino especulativo que influencia, de acordo com seu humor, os preços que podem representar uma contínua servidão econômica para quem o adquire ou como deveria ser na realidade, fonte de renda para que o produz.

Sem dúvida, temos que ser mais politizados, informados, unidos, pois nossa maior fragilidade está justamente neste procedimento equivocado de nossa parte: um monte de ideias, mas de total interesse dos produtores mesmo, nem sempre temos competencia para efetiva-las, ora por vaidades pessoais, ora por intransigencia de quem é reponsavel pelas politicas economicas que seriam a soluçao para a cafeicultura de nosso país.

Nao vamos desistir de nosso ideal: DIGNIDADE,RESPEITO, enfim, justiça para quem trabalha de maneira responsavel, gerando riquezas para todos, mas, até o momento, menos para nós.

AMADOR JOSE ALVES PRES. SINDICATO DOS PRODUTORES DE TRES PONTAS-MG DIRETOR EXECUTIVO DA SINCAL
Eliane de Andrade C. Nogueira
ELIANE DE ANDRADE C. NOGUEIRA

SÃO SEBASTIÃO DA GRAMA - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 04/12/2009

Concordo com o Jean , não temos preço porque não somos unidos o suficiente para termos lideranças e exigir que façam uma política de preço, renda e prorroguem as nossas dívidas de forma que nós não tenhamos que vender nosso café fora de época e por qualquer preço.Vamos nos unir urgentemente e exigir do governo uma posição.Chega de negociar , já perdemos muito tempo....
jean vilhena faleiros
JEAN VILHENA FALEIROS

IBIRACI - MINAS GERAIS

EM 04/12/2009

O produtor rural especificadamente o cafeicultor, deve deixar de lado a politica do cabrito.Vocês sabiam que o cafe brasileiro é o mais barato do mundo.Será que não temos qualidades ou não sabemos comercializar nossos produtos?

Hoje a avanços memoraveis para que esse quadro se reverta,iniciativas louvaveis,mais "ISOLADAS".Na hora de vendermos o cafe aos preços de alta de hoje ,o produtor aparece,realisa suas vendas(politica do cabrito).Porque não podemos aparecer na hora de reinvindicar melhores preços:Pois qualidade nós temos.E será que esses preços de alta de hoje é o valor justo pago ao nosso café?Acho que não.Pois se vendemos nosso cafe a niveis de preço tão baixos,isso significa que muita coisa tem que mudar.Espero que isso aconteça logo,pois se não haver mudanças "serias e muito firmes";O pasto vai secar e os cabritos morreram de fome...