Conab prevê quebra de safra da ordem de 26,9% para 2007/2008

A primeira estimativa da safra 2007/2008 de café foi divulgada nesta sexta-feira (15/12) pelo Departamento do Café do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Decaf/MAPA) e aponta uma produção que irá variar de 31,1 a 32,3 milhões de sacas de 60 quilos de café, uma redução média de 23,9% a 26,9%.

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A primeira estimativa da safra 2007/2008 de café foi divulgada nesta sexta-feira (15/12) pelo Departamento do Café do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Decaf/MAPA) e aponta uma produção que irá variar de 31,1 a 32,3 milhões de sacas de 60 quilos de café, uma redução média de 23,9% a 26,9%. Os dados, baseados em levantamento feito pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), foram divulgados em coletiva à imprensa pelo diretor do Decaf, Vilmondes Olegário, pelo presidente da Conab, Jacinto Ferreira e pelo secretário da produção e agroenergia, Linneu Carlos da Costa Lima.

A seca no período de floração é um dos principais fatores de quebra da próxima safra que superará a média histórica de queda de produção em razão da binealidade que varia de 15% a 20%. São Paulo foi o estado mais afetado com perspectivas quebra que variam de 45,9% a 47,7%, Minas Gerais terá uma queda de produção que irá variar de 35,9% a 39,1% e o Paraná terá uma quebra de safra que deverá variar de 17,3% a 24,8%. Só nas regiões sul e centro-oeste de Minas, maior produtor do país, a queda pode ser de 48,6% a 49,9%.

No Espírito Santo, onde está o segundo maior plantio, a queda deve ser de 0,6% a 0,7% devido, principalmente, à diminuição do tipo arábica. A cultura capixaba predominante é da modalidade conilon robusta que representa 79,3% da produção estadual. A Conab apresentou também o fechamento da safra atual (2006/2007) que aponta uma produção nacional de 42,5 milhões de sacas de 60 kg de café, uma safra 29% maior que a anterior e com 1 milhão de sacas a mais que o levantamento divulgado anteriormente.

Japão quer ampliar participação do Brasil em seu mercado

Vilmondes Olegário destacou o empenho de toda a cadeia do agronegócio café e do governo federal em atuar em prol da melhoria do segmento e da divulgação do café. Ele destacou a missão de representantes da cadeia do café que esteve agora em dezembro no Japão. "O Japão é o terceiro mercado comprador de café do mundo mas o Brasil, que tem 30% do mercado mundial, tem uma participação da ordem de 1,9% no mercado japonês", destacou.

No encontro, que foi feito com agentes governamentais e representes da cadeia do café no Japão, o Brasil recebeu uma proposta de programa de crescimento gradual do consumo do café brasileiro pelo mercado japonês. O mote da campanha seria o centenário da migração japonesa para o Brasil que é celebrado em 2008 e o objetivo é propor um crescimento anual mínimo, nos próximos cinco anos, de 2% de participação do café brasileiro no Japão. A proposta será apresentada ao Conselho Deliberativo da Política do Café (CDPC) na primeira reunião do próximo ano, que será em janeiro.

Fonte: Assessoria de Imprensa do CNC
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