Conab estima em 32,6 milhões de sacas a safra 07/08
A produção nacional de café está estimada em 32,6 milhões de sacas de café beneficiado. Desse total, 69,0% (22,5 milhões de sacas) são de arábica e 31,0% (10,1 milhões de sacas), são de robusta. Quando comparada à safra anterior (42,5 milhões de sacas de café beneficiado), verifica-se uma redução de 23,3% (9,9 milhões de sacas).
Publicado por: CaféPoint
Publicado em: - 7 minutos de leitura
A produção nacional de café está estimada em 32,6 milhões de sacas de café beneficiado. Desse total, 69,0% (22,5 milhões de sacas) são de arábica e 31,0% (10,1 milhões de sacas), são de robusta. Quando comparada à safra anterior (42,5 milhões de sacas de café beneficiado), verifica-se uma redução de 23,3% (9,9 milhões de sacas).
A referida retração deve-se principalmente à bienualidade negativa da cultura, à estiagem ocorrida entre março e setembro que afetou a floração das lavouras e o excesso de chuvas nos meses de dezembro 2006 e janeiro de 2007, que propiciou o aparecimento de pragas e doenças e prejudicou o combate às mesmas.
A área cultivada com café é de 2,2 milhões de hectares. Desse total, 91,6%, (2,1 milhões de hectares) estão em produção e os 8,4% (0,2 milhões de hectares) restantes estão em formação.
Minas Gerais
Estima-se uma produção para Minas Gerais de 14,8 milhões de sacas de café beneficiado, inferior à safra passada em 32,7% (7,2 milhões de sacas). Deste total, 42,6% (6,3 milhões de sacas) são produzidas nas regiões Sul e Centro-Oeste, 20,5% (3,0 milhões de sacas), no Cerrado Mineiro - nas regiões do Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste e os 36,9% (5,5 milhões de sacas) restantes, na Zona da Mata - nas regiões de Jequitinhonha, Mucuri, Rio Doce, Central e Norte.
Minas Gerais destaca-se como o maior produtor nacional de café com 45,3% da produção brasileira, e primeiro produtor de café arábica. Quando comparado à safra anterior, verifica-se que as regiões Sul e Centro-Oeste reduziram a produção em 47,7% (5,7 milhões de sacas), em decorrência da bienualidade negativa dos cafezais. Essa queda foi mais acentuada nas regiões Sudoeste e Centro-Oeste.
Já na região serrana da Mantiqueira, a produtividade foi mais elevada. No Cerrado Mineiro - Noroeste de Minas, Alto Paranaíba e Triângulo Mineiro, a queda da produção foi de 29,6% (1,3 milhão de sacas) devido aos efeitos da bienualidade nos cafeeiros, porém de maneira não tão acentuada, em razão de melhores tratos culturais e significativa parcela de lavouras irrigadas.
Na Zona da Mata Mineira, que abrange as regiões do Mucuri, Jequitinhonha, Rio Doce, Central e Norte de Minas, a produção estimada é inferior em 3,2% (0,2 milhão de sacas). Tal comportamento deve-se às peculiaridades produtivas da região, tais como: manejo das lavouras, adensamento, renovação dos cafeeiros, idade dos cafezais, dentre outros.
Vale lembrar que, para essa região, os efeitos da bienualidade estão sendo atenuados face à frustração de safras anteriores. A colheita encontra-se na fase final com o término previsto para meados de setembro.
Espirito Santo
Estima-se uma produção de 9,5 (milhões de sacas de café beneficiado). Desse total, 21,2% (2,0 milhões de sacas) são de arábica e 78,8% (7,5 milhões de sacas) são de robusta. Quando comparado à safra anterior (9,0 milhões de sacas), verifica-se um incremento de 5,9%.
Café Robusta
A produção está estimada em 7,5 milhões de sacas de café beneficiado, superior em 9,2% (0,6 milhão de sacas) à safra 2006/07. Espírito Santo é o maior produtor de café robusta com 74,4% da produção nacional.
O aumento da produção dessa safra deve-se aos bons tratos culturais envolvendo as adubações, poda, desbrota e controle de ervas daninhas e a renovação de lavouras com variedades com maior potencial produtivo (Conilon Vitória) e o uso mais acentuado de tecnologias, inclusive a irrigação, fatores esses, impulsionado, sobretudo, pela melhoria nos preços.
As lavouras tiveram um bom enfolhamento e grande vigor das plantas contribuindo assim para a boa formação e enchimento de grãos, com reflexo positivo na produção. Com a deficiência hídrica e as altas temperaturas em muitas regiões do Estado nos meses de março e abril, esperava-se redução na safra. Essa expectativa não foi confirmada, em função do bom estado das lavouras, boa formação, granação e o baixo chochamento do grão.
Café Arábica
Para a atual safra, a produção está estimada em 2,0 milhões de sacas de café beneficiado, inferior em 4,9% (100 mil sacas) à produção obtida na safra passada. O decréscimo previsto decorre principalmente do fenômeno negativo da bienualidade; dos fatores climáticos, principalmente a baixa pluviometria nos meses anteriores à florada, frio intenso e chuvas na florada, ocorrência de vários florescimentos; seca e altas temperaturas no final da fase de enchimento de grãos (fevereiro/abril).
Comparativamente à estimativa de abril, houve um ganho de 26,4% na produção do café arábica, passando de 1,60 milhão para 2,02 milhões de sacas. Isso ocorreu em função da baixa carga de frutos nas lavouras, associada ao bom enfolhamento das plantas, o que proporcionou uma boa formação, enchimento e granação dos grãos, baixa percentagem de grãos chochos e conchas, refletindo de forma positiva na produção.
Cabe registrar, que o parque cafeeiro de arábica apresenta potencial para aumento significativo da produção, necessitando principalmente de ser renovado, uma vez que em média encontra-se envelhecido.
São Paulo
Estima-se uma produção de 2,3 milhões de sacas de café beneficiado inferior à safra passada em 48,6% (2,2 milhões de sacas). Essa retração é fruto da bienualidade negativa, da estiagem acentuada entre março e setembro de 2006, do excesso de chuvas em dezembro de 2006 e janeiro de 2007, das podas drásticas (recepa) aliadas à redução da área em produção de 31,3% (66,3 mil hectares), que está situada basicamente na região Noroeste do estado, onde predominam os pequenos cafeicultores, sendo que, essa área foi ocupada por outras culturas.
Bahia
A produção estimada é de 1,8 milhão de sacas de café beneficiado. Desse total, 72,2% (1,3 milhão de sacas ) são de café arábica e 27,8% (500 mil sacas) são de café robusta. Quando comparada à safra anterior (2,3 milhões de sacas), verifica-se uma redução de 18,8% (400 mil sacas). A produtividade média da atual safra será de 19,23 sacas/ha, inferior à da safra anterior em 16,5% ( 3,79 sacas/ha ).
Do total produzido na Bahia, a região do cerrado, oeste baiano, produzirá 21,9% (400 mil sacas de café beneficiado - arábica). Nessa região ocorreram podas drásticas (recepa) em áreas significativas das lavouras que se apresentaram adultas e estabilizadas, assim como uma menor frutificação e rendimento com peneiras baixas, em função das altas temperaturas no período de granação. A colheita já se encontra encerrada.
A região do Atlântico participa da produção do estado com 27,8% (500 mil sacas de café robusta). Nessa região as condições climáticas ocorrem dentro do normal e os tratos culturais foram bons. A colheita encontra-se concluída.
A região do Planalto (tradicionais) contribui com 50,3% (900 mil sacas de café arábica) da produção do estado. A florada tardia foi de menor intensidade e houve baixo pegamento da mesma e a produção dos frutos foi de peneira menor, aliados ao menor uso de insumos. Os trabalhos de colheita encontra-se 70% concluídos.
Paraná
Prevê-se uma produção de 1,7 milhão de sacas de café beneficiado, que é inferior a safra passada em 22,6% (0,5 milhão de sacas). A produtividade média é de 17,51 sacas/ha, significando uma variação para menor de 21,9% (4,9 sacas/ha) sobre a da safra anterior. Atribui-se essa redução a ocorrência de estiagem e altas temperaturas verificadas nos meses de maio e junho de 2006, período que ainda havia percentual significativo de grãos verdes, oriundos das floradas tardias, e que tiveram formação prejudicada e foram colhidos sem ter completado o ciclo de maturação desejado.
A colheita se aproxima do final, estando com aproximadamente 90% da produção colhida. A qualidade do café, neste ano, apresenta níveis abaixo do obtido na última safra, constatando-se maior percentual de defeitos ( grãos pretos / verdes) e peneira baixa. Isto se deve em grande parte a desuniformidade na maturação (floradas muito esparsas ocorridas desde agosto de 2006 até janeiro de 2007), aliado ao clima (períodos concentrados com altas temperaturas e pouca chuva), ocorrido na fase de formação dos frutos em algumas regiões.
Apesar do clima irregular verificado entre maio e julho, inclusive com ocorrência de geadas fracas (final de maio e de julho), as lavouras em geral apresentam-se com as condições vegetativas normais. Iniciaram-se as primeiras floradas, concentradas ainda nas lavouras mais novas e de variedades precoces, devendo se intensificar a partir do próximo mês.
Rondônia
A produção será de 1,3 milhão de sacas de café beneficiado (100% robusta), superior à da safra anterior em 6,5% (82,6 mil sacas). O estado participa com 4,1% da produção nacional de café e destaca-se como o 2º maior produtor de café robusta do país. A produtividade média é de 8,48 sacas/ha, significando crescimento 9,2%, quando comparado com a safra anterior. A colheita ocorreu no período de março a agosto.
Na safra em curso, alguns produtores estão adotando tecnologias e práticas culturais mais adequadas, como o controle de pragas e doenças, calagem, adubação, irrigação, desbrota, as quais têm possibilitado a obtenção de elevadas produtividades e um produto de boa qualidade. Há perspectiva de expansão da área de cultivo, em virtude, principalmente, da elevação do preço do produto.
Fonte: Conab.
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