A investidora suíça Sucafina, com sede em Genebra, está apostando no cultivo de café no Brasil por meio de um empreendimento conjunto com a Companhia Agropecuária Monte Alegre (CMA), localizada no sul de Minas Gerais, maior estado brasileiro produtor de grãos arábica, tipo preferido para bebidas especiais.
Foto: Camila Cechinel/Café Editora
De acordo com o diretor-executivo da empresa, Nicolas Tamari, o Brasil é um destino atraente porque, além das fazendas de café, conta com o apoio de tecnologias mais avançadas. A ideia da Sucafina, que já tem parceria agrícola no Equador, é expandir para outros estados do país e, mais adiante, para outras nações.
Fazenda Monte Alegre
Cerca de 30% das plantações da fazenda, que gera mais de 1000.000 sacas de café por ano, foram renovadas recentemente após a seca de 2014, que fez os futuros do café arábica negociados em Nova York subirem mais de 50%, maior alta em quatro anos. Os grãos possuem certificações de sustentabilidade UTZ e da Rainforest Alliance e são vendidos para mais de 25 países, como EUA, Coréia do Sul e Europa.
Segundo Tamari, a venda do café para a bolsa de valores não seria rentável no momento, uma vez que a qualidade produzida pode ser vendida pelo dobro do preço praticado em Nova York. Vale lembrar que o café arábica para entrega em julho caiu 1,7% na última sexta-feira (02) para US$ 1,2555 a libra-peso. Os grãos acumulam queda de 8,4% em 2017.