Como você avalia o melhor momento para negociar o seu café?

Diante do cenário atual de negociação nota-se que os negócios no mercado físico estão lentos e que os produtores estão segurando a comercialização, opine sobre o melhor momento

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Diante do cenário atual de negociação nota-se que os negócios no mercado físico estão lentos e que os produtores ainda estão segurando a comercialização à procura do melhor momento para negociar. Essa procura pelo melhor momento de negociação exige cuidados para garantir o retorno desejado e seguro para o produtor. Diante disso deixe sua opinião sobre o assunto.

O CaféPoint pergunta:

Como você avalia o melhor momento para negociar o seu café? Que ferramentas você tem utilizado para se proteger contra a oscilação dos preços do mercado e garantir um preço satisfatório para boa rentabilidade da sua atividade?

Equipe CaféPoint.

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Artur Queiroz de Sousa
ARTUR QUEIROZ DE SOUSA

CAMBUQUIRA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 18/10/2011

Prezado Fernando

Suas ponderações refletem muito bem os fundamentos, muito embora o mercado acaba operando de lado, influenciados pelos movimentos da economia europeia.

Ainda não vendi a safra 2011, apenas as escolhas foram vendidas, digo que bem acima das expectativas, embora este mercado opera descolado da bolsa.

Creio que  janeiro esse patamar de R$600,00 seja ultrapassado, pois tem muito pouco café no físico pela demanda.

Comitivas estrangeiras em visitas as fazendas, tem sido uma constante, procurando comprar café diretamente do produtor.

Creio que sem o PIS/CONFINS, a  tendência é aumentar a procura por negócios fora das cooperativas.

Um abraço, e vamos conversando.
Fernando de Souza Barros jr.
FERNANDO DE SOUZA BARROS JR.

SÃO PAULO - SÃO PAULO - TRADER

EM 13/10/2011

Prezado Artur,

Pelo que está me dizendo dá para se ter uma idéia da real situação apesar de que cada caso é um caso. Mas pelo que tenho visto em termos de safra para 2012 deve-se procurar vende-la:
1- Quanto ela vai te custar ?
2- Voce vendeu a de 2011 acima do seu custo de produção?
3- Se fosse eu lutaria para vende-la na média de R$600,00 a saca para cima!
4- Os estoques estão muito baixos e agora está chegando a hora de ver a realidade portanto deve-se ter como objetivo algo em torno disto.

Uma coisa te falo está todo mundo assustado apesar de ter excessões.

Abraço e até mais.
Artur Queiroz de Sousa
ARTUR QUEIROZ DE SOUSA

CAMBUQUIRA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 10/10/2011

Custo total médio da saca de 60 kg deste ano agrícola que se findou em 31.08.11 R$511,66/saca 60kg. Custo total médio da saca de 60 kg com base na média dos dois últimos anos R$388,90.

Estamos vendo as esperanças de uma safra cheia no próximo ano, ir diminuindo com a seca prolongada e a florada sendo comprometida. Todo cuidado é pouco, e reduzir o endividamento é a palavra de ordem. Não aumentar a produção, não plantar lavouras novas, fazer o arroz com feijão bem feito.

Acredito que podemos sair das dividas nos proximos 5 anos.
Fernando de Souza Barros jr.
FERNANDO DE SOUZA BARROS JR.

SÃO PAULO - SÃO PAULO - TRADER

EM 10/10/2011

Prezado Ginoazzolin,

Vamos combinar que o risco do negócio é alto certo? Preços, clima, falta de gestão e política do Ministério e atitudes em tempo que possam melhorar a renda do produtor.

No seu caso apesar de não saber a sua região e topografia o que recomendo é tentar mecanizar o máximo, fazer isto de repente até junto com alguns amigos. Tentar sair do sufoco, fazer de repente uma granja de engorda de frangos junto a alguma industria(parceria) e utilizar a cama de frango no café. Mas o que mata o produtor brasileiro é o Sistema que o nosso café é vendido lá fora. Não vendemos nosso café pois ele é comprado pelo preço que estiver na nossa necessidade de venda e é bem dentro do Sistema Colonial!

Abraço e boa sorte
GINOAZZOLINI NETO
GINOAZZOLINI NETO

LONDRINA - PARANÁ - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 06/10/2011

O comentário do Sr. Fernando Barros é bem realista. Agora, querer um milagre do cafeicultor é demais. Quem lida no setor agrícola tem que suportar um risco que ninguém nem nenhuma instituição financeira ou mercado podem resolver: o tal do clima.

A seca aqui no Paraná assusta, não tivemos ainda florada, os insumos subiram bem mais que o dólar e a despeito das previsões ruins de volume de safra, o preço vai ficar  na média de 450 reais. E como não se endividar? Como tocar uma lavoura com folha de pagamento, tratos culturais, insumos, combate às pragas, enfim...Acho que somos mesmo é teimosos.
Artur Queiroz de Sousa
ARTUR QUEIROZ DE SOUSA

CAMBUQUIRA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 29/09/2011

Evidentemente que custos de produção são divergentes por região, por módulo de propriedade, por topografia, por tipo de mecanização, e além de tudo com base nos dados colocados em planilha. Não concordo muito com o sistema de produção destes programas, porque não contempla custos de reposição.

Seguindo os mesmos métodos utilizados pela industria, verificará, que os custos estão ficando cada dia mais apertados. Agora, depois disso, quando se observa os compromissos pactuados de anos anteriores, verifica-se que não existe nada de satisfeito pelo produtor, apenas uma melhor perpectiva para os dois proximos anos.
Fernando de Souza Barros jr.
FERNANDO DE SOUZA BARROS JR.

SÃO PAULO - SÃO PAULO - TRADER

EM 29/09/2011

Prezados Amigos

Comentando sobre as observações da Sandra Moraes temos que analizar o seguinte na nossa modesta opinião:

1- Quando se fala em R$500,00.... a saca voce não pode generalizar pois a média da venda este ano está abaixo de R$400,00(contando as troca, Cprs etc...) e tambem este preço é para os cafés de bebida dura para melhor e com 15% a 20% de catação. Como fica as varreções,e os cafés riados etc... que tem o mesmo custo e um preço mais barato?Portanto cada região, cada produtor, tem uma determinada situação então creio que estes 70% que voce está pretendendo tem que ser revisto ok!

2- Ao nosso amigo Arthur devo dizer que a curva gráfica dos insumos infelizmente acompanha a da Mercadoria ou seja como a margem é boa os argumentos de venda tambem são e ora é a moeda, ora é a maior demanda enfim argumentos que acompanham a venda, mas seguramente quando você diz que o preço de R$500,00 a saca já não satisfaz voce tem razão pelos argumentos acima e pelo risco do negócio que não está embutido no preço! E não temos garantia de nada.

3-Se eu perguntar a vocês o que querem para formar e cultivar uma lavoura de café o que voces irão me pedir? Financiamento por 5 anos a juros de 6,75%? Financiamento de estrutura? Maquinário,etc...? Eu direi sim eu dou a voces estas condições! Certo! Mas o mais importante eu não disse que é o preço que eu pagarei pelo seu produto a longo prazo, e aí meus amigos depois da lavoura implantada eu posso seguramente traze-los no cabresto e comprar o seu café a preços que os tragam sempre dependentes na parte financeira ok! Portanto todo cuidado é pouco  e muita atenção nas informações pois nem sempre elas retratam a realidade como por exemplo dizerem que a safra de 2012 será de 57/58 milhões de sacas certo? Nem florada teve direito! Nem pega nem nada e assim leiam as notícias com parcimonia ok!

Abraço e boa sorte.
Sandra Moraes
SANDRA MORAES

PATROCÍNIO - MINAS GERAIS

EM 29/09/2011

Quanto ao custo de produção, segundo os três grupos do  programa Educampo que acompanho em Patrocínio, ainda permanece em torno de R$ 300,00 para propriedades localizadas na região do cerrado mineiro.

Não obstante, creio que o preço de R$ 500,00 satisfaz o bolso do produtor em aproximadamente 70% de margem de lucro.
Artur Queiroz de Sousa
ARTUR QUEIROZ DE SOUSA

CAMBUQUIRA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 29/09/2011

Outro aspecto a ser lembrado, é o da pressão dos preços dos insumos e mão-de-obra. Desde os corretivos de solos, e seus exagerados custos de fretes; os elevados preços de fertilizantes que dispararam de maio para cá, e o mecanismo de preços que as multinacionais, cada vez mais globalizadas, que vendem agroquimicos, impuseram, de forma punitiva ao comercio, não permitindo descontos na precificação de seus produtos, tornado-os mais caros.

Tenho que concordar que o preço de R$500,00 até algum tempo atrás era inimaginavel, contudo já não satisfaz como no inicio do ano, pois os custos estão muito perto desse valor, sobretudo para quem está em ano de safra baixo, e preoculpado com a falta de chuvas no momento em que a florada, já se compromete em vista a nova safra.
Sandra Moraes
SANDRA MORAES

PATROCÍNIO - MINAS GERAIS

EM 28/09/2011

Na minha opinião o produtor está vivendo o momento certo para comercializar pelo menos parte do seu produto, visto que o preço de R$ 500,00 é no momento "o jamais imaginável".

Hoje vivemos duas vertentes que devem ser analisadas com muito cuidado para nossa tomada de decisão: falo dos problemas macroeconômicos vividos no mundo e que de forma direta ou indireta afetam os preços das commodities, e referi-me às questões climáticas que indicam que nossa safra seguinte será comprometida e consequentemente implica no aumento do preço do café .

Diante destas circunstâncias não é viavél correr o risco de ficar com todo o produto estocado e o fator preponderante é o custo da produção. Assim sendo, ressalto as palavras do amigo Carlos Eduardo, que desta forma o produtor só correrá o risco de deixar de GANHAR MAIS.
Artur Queiroz de Sousa
ARTUR QUEIROZ DE SOUSA

CAMBUQUIRA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 27/09/2011

Não existe nenhuma fórmula mágica, e se avaliarmos os últimos 31 anos, também não vamos encontrar nenhum período que demonstra quando melhor vender.

Cada ano varia muito onde se situa os melhores preços. O que importa é o conhecimento do custo de produção, a qualquer tempo e a qualquer hora, para a tomada de decisão.

Fazer head é uma forma de se precaver, mas para isso é necessário ter um conhecimento do seu custo de produção, e ir vendendo na bolsa aos poucos. De maneira geral, podemos afirmar que durante o período de colheita, não é um bom período para se vender café, contudo esse ano os preços melhoraram muito durante o período de colheita.

Vai saber né, logo é melhor vender aos poucos, e diluir os riscos.
luiz gustavo reis chaves
LUIZ GUSTAVO REIS CHAVES

TRÊS PONTAS - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 27/09/2011

Na minha opinião o produtor deve ir vendendo a sua safra aos poucos, pois assim conseguirá uma boa média de preços.

Com relação à proteção devem ser firmados contratos de compra e venda a termo, onde o produtor faz uma previsão de custo, e assim conseguirá garantir a manutenção da suas atividades, uma vez que já terá uma renda garantida.
Luis Giovani Basso
LUIS GIOVANI BASSO

FRANCA - SÃO PAULO - TRADER

EM 25/09/2011

Na minha opinião, o produtor deve comercializar sua produção conforme a necessidade de recursos, evitando, se possivel, endividamento, principalmente com os preços nesses patameres que se encontram hoje.

Também acho que se o produtor quiser liquidar sua posição, ou seja, vender sua safra mesmo que sem precisar, aproveitando o preço satisfatório, deve fazer em parcelas para errar o minimo possivel, pos acertar o pico de venda é puro lance de sorte.

Com relação à safra deste ano, para tomar a decisão está mais complicado, pois estamos sofrendo uma seca prolongada, que provavelmente afetará a safra seguinte. Também pesa: a quebra da safra corrente, o fato de que a saca de café já sofreu uma grande valorização no decorrer da safra 2010/11 e as turbulências econômicas que o mundo está vivendo.

Por esses motivos gerais, e mais os motivos particulares que tem cada produtor, é muito complicado saber o momento ideal de vender sua safra.
Carlos Eduardo de Andrade
CARLOS EDUARDO DE ANDRADE

VIÇOSA - MINAS GERAIS - PESQUISA/ENSINO

EM 23/09/2011

O primeiro passo para o cafeicultor ser eficiente economicamente no seu negócio é  ele ter o conhecimento do seu custo de produção.

De posse do conhecimento do custo de produção o cafeicultor deve avaliar o tamanho das suas necessidades de caixa para fazer jus as suas despesas operacionais para a próxima safra e também avaliar a necessidade de caixa para fazer frente aos seus compromissos assumidos  (dívidas e ou financiamentos).

De posse dessas informações ele comercializa o necessário para fazer frente a estas despesas mais imediatas

O melhor que o cafeicultor  tem a fazer é comercializar a sua safra parceladamente, de forma a deixar algum produto para ser comercializado nos meses de janeiro, fevereiro e março.

Deve ficar claro que é extremamente difícil para o produtor saber o momento de pico do preço do café.

Ao parcelar as suas vendas, haverá no final da comercialização de toda sua safra um preço médio.

Outra coisa que deve ser chamado a atenção é que deixar de ganhar é diferente de perder.

Exemplificando:

Situação 1: Um cafeicultor achou uma oferta de 500,00 por saca em seu café e ele vendeu a sua produçaõ. Após dois meses o preço do café sobe para 550,00 por saca ou seja uma alta de 10% no preço. Este cafeicultor não perdeu. Ele deixou de ganhar.

Situação 2 : Um cafeicultor achou uma oferta de 500,00 por saca em seu café e ele  não vendeu a sua produção, Após dois meses  o preço do café cai para 450,00 por saca ou seja uma queda de 10% no preço. Este cafeicultor perdeu.
Fernando de Souza Barros jr.
FERNANDO DE SOUZA BARROS JR.

SÃO PAULO - SÃO PAULO - TRADER

EM 22/09/2011

Prezados Companheiros

Esta questão colocada pela equipe Café Point vai depender de uma série de fatores entre os quais podemos enumerar alguns e vai depender de cada produtor, certo!

1- Custo real da produção do ano e uma projeção para o ano seguinte (reposição).

2- Caixa como está? Grau de endividamento

3- Estado geral da lavoura e investimentos necessários a reposição de 10% ao ano.Q ue devem fazer parte do custo.

4- A venda a termo deve ser de apenas 20 a 30% da safra prevista dependendo da safra. Safra baixa 20% safra melhor 30% e para julho/agosto e setembro.

5-O saldo deve ser vendido sómente de outubro a dezembro(20 a 30%) e o saldo de janeiro a junho e isto vai depnder do clima e da situação da oferta e demanda e do seu caixa. Pois sabemos que o produtor muitas vezes não consegue financiamento etc...

6- Quanto as ferramentas você tem o dólar, e a cotação da BM&F (apesar de que com o ecesso de impostos cobrados na negociação o volume não aumenta) mas não deixa de ser o seu parâmetro,pois é do nosso café natural brasileiro. Ora a venda é boa em dolar e ora é em reais.

7- Outra ferramenta importante é o controle da ansiedade pois hoje não temos garantia de preço R$261,00?? e ninguem fala nada pois estes R$400 a R$550,00 por saca aí anestesia o produtor e querem provar que está muito bom! Porém o produtor precisa ter condições de melhorar a qualidade e valorizar o seu produto pois se ele pode vender seu café por R$600,00.....por que vai vender por R$400,00? Aperto!,Falta de orientação? Ou falta de uma política que de segurança a ele? Muitos ficaram sem condições de tocar. Salários em alta, topografia, frustação de safra etc...

8- Não sair plantando café se os preços se mantiverem satisfatórios. Paguem os debitos  se conseguirem e diverssifiquem a atividade se tiver condições.

9- Ano de preço em alta não se planta só se planta em ano de preços baixos.Por isto ter que estar atualizado.

10- E por ultimo ter um belo seguro de vida pois na falta do Patrão ele deve deixar a família sem dor de cabeça.

Abraço e boa sorte.