Foram negociadas no Brasil apenas 36,75 milhões de sacas de 60 quilos da safra 2012/13. A comercialização desta safra chegou a 67% até o dia 8 de fevereiro. O dado faz parte de levantamento de Safras & Mercado.
Em igual período do ano passado, 79% da safra 2011/12 estavam comercializadas. Com isso, já foram comercializadas 36,75 milhões de sacas de 60 quilos, tomando-se por base a estimativa da empresa de consultoria em agronegócio de uma produção de 54,9 milhões de sacas.
Segundo o analista de Safras & Mercado Gil Barabach, o produtor demora em assimilar uma realidade bastante diversa da imaginada. E a forma rápida e acentuada com que o preço do café caiu no mercado ainda gera muito mal estar entre os vendedores, o que justifica o baixo fluxo de negócios, diz. O comprador também não mostra agressividade. E, com as duas pontas distantes, e conversando pouco, é natural que as vendas andem de forma muito compassada.
As seguidas quedas nas cotações e os cenários pouco animadores vêm mexendo um pouco com o vendedor, coloca o analista, que ultimamente tem aparecido mais no mercado. Entretanto, isso só acontece quando o café dá algum repique de alta e, mesmo assim, para volumes pequenos, o que no jargão de mercado se denomina "picadeira", descreve Barabach. Mas, isso não deixa de ser uma mudança de comportamento, embora com impacto limitado sobre o ritmo da comercialização.
"Outro fato que ajuda a entender essa mudança é o crescente receio do produtor que as duas safras (a colhida em 2012 e a que será colhida em poucos meses) se encontrem mais à frente, o que, sem dúvida, aceleraria o movimento negativo de preços. Realmente, os estoques seguem altos, o que alimenta expectativas de que uma produção se encontre com a outra", adverte Barabach.
Negócios - Os negócios com a safra nova também avançam lentamente, aponta o analista de Safras. No sul de Minas Gerais, os contratos a termo e envolvendo Cédula de Produtor Rural (CPR) vinham ganhando um pouco mais de ritmo, mas voltaram a estagnar, diante do "sumiço" do vendedor. Apesar disso, observa-se uma postura mais interessada do lado da venda, avalia o analista, bem diferente do que foi visto nos últimos anos, quando a resistência aos negócios antecipados era bastante grande.
"Talvez um fator a mais de convencimento é que o preço para entrega em setembro está ligeiramente acima da base atual. O mercado trabalha com spread positivo, o que favorece negócios antecipados. Basta olhar a referência de preço para setembro e dezembro de 2013 na BM&F e comparar com a indicação spot", comenta.
Barabach cita que, no Sul de Minas, os últimos negócios a termo para entrega e pagamento em setembro giravam na faixa de R$ 320,00 a R$ 325,00 por 60 kg. "É interessante notar que há algumas semanas apareceram algumas sondagens também para a safra 2014, o que destoa completamente da prática atual de negociação, que prioriza o curto prazo e posições da mão-para-boca", indica.
Ideias preliminares apontam comprometimento da safra 2013 no Sul de Minas Gerais entre 15% a 17%. Em São Paulo, fala-se em 10% a 15%. E no Cerrado algo em torno de 600 mil sacas, já negociadas via CPR e a termo, diz o analista.
As informações são do Diário do Comércio, adaptadas pelo CaféPoint.
Comercialização de café continua abaixo dos padrões para o período
Foram negociadas no Brasil apenas 36,75 milhões de sacas de 60 quilos da safra 2012/13. A comercialização desta safra chegou a 67% até o dia 8 de fevereiro. O dado faz parte de levantamento de Safras & Mercado. Em igual período do ano passado, 79% da safra 2011/12 estavam comercializadas.
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