Comercialização da safra brasileira 2011 atinge 56%

A comercialização da safra de café do Brasil 2011/12 (julho/junho) fechou o mês de setembro com 56% do total. O dado faz parte de levantamento de SAFRAS & Mercado. O fluxo de negócios avançou ao longo de setembro, com o produtor aproveitando o repique externo e a valorização do dólar para ampliar seus compromissos com a safra 2011.

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A comercialização da safra de café do Brasil 2011/12 (julho/junho) fechou o mês de setembro com 56% do total. O dado faz parte de levantamento de SAFRAS & Mercado, com base em informações colhidas até 30 de setembro. Com isso, já foram comercializadas pelos produtores brasileiros 26,57 milhões de sacas de 60 quilos de café, tomando-se por base a projeção de SAFRAS & Mercado, de uma safra 2011/12 de café brasileira de 47,7 milhões de sacas.

O volume negociado está acima de igual período do ano passado, quando 51% da então safra 2010/11 estava negociada. Em setembro, a comercialização evoluiu 17 pontos percentuais contra agosto, que fechara com vendas de 42% da safra.

Segundo o analista sênior da consultoria SAFRAS & Mercado, Gil Barabach, o fluxo de negócios avançou ao longo de setembro, com o produtor aproveitando o repique externo e a valorização do dólar para ampliar seus compromissos com a safra 2011. O patamar de R$500,00 a saca para o arábica de melhor bebida amplia o interesse de venda, caracteriza.

No conillon, diz o analista, o interesse de venda aumentou com a retomada da trajetória positiva dos preços, apesar do ajuste externo negativo com a proximidade da entrada da safra do Vietnã. Mas, bem capitalizados, os produtores trabalham suas posições sem alarde, mantendo a linha de oferta abaixo da procura, o que mantém o comprador mais agressivo que o vendedor e ajuda a sustentar as cotações internas, comenta.

A firmeza do mercado interno é tão grande que forçou um realinhamento do contrato de café na BM&F em relação ao contrato em NY, avalia Barabach. O normal seria um deságio do café brasileiro em relação ao parâmetro externo, mas nesse momento o café brasileiro está mais valorizado que o referencial mundial. A postura dos produtores tem uma parcela significativa para explicar esse movimento atípico, explica.

Para Barabach, apesar da ameaça da crise econômica européia, com temores de contaminação global em forma de recessão, das boas floradas no Brasil com vistas à produção de 2012 e da chegada de café dos concorrentes a partir de outubro, o mercado ainda deve sustentar uma trajetória média ascendente com base no movimento iniciado em meados do a no passado. "É claro que está sujeito a correções e ajustes, mas o principal fundamento que são os estoques devem seguir impedindo um revés muito maior", comenta.

"Assim, mesmo com eventuais quedas não é hora para desespero. Nesse sentido, o produtor deve manter a cadência tranquila de suas negociações e seguir dosando posições, buscando aproveitando o bom momento", defende o analista. Para ele, o produtor já pode começar a pensar um pouco em suas posições com a safra nova, delineando, ainda que lentamente, alguma coisa com a produção 2012, seguindo a lógica de gerir risco de preço futuro e garantir o bom preço atual.

As informações são do Portal Fator Brasil, adaptadas pela Equipe CaféPoint.
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