Comercialização da safra 2011 do Brasil fechou março em 86%

A comercialização da safra de café do Brasil 2011/12 (julho/junho) fechou o mês de março em 86% do total. O dado faz parte de levantamento de SAFRAS & Mercado, com base em informações colhidas até 31 de março. Com isso, já foram comercializados pelos produtores brasileiros 41,19 milhões de sacas de 60 quilos de café, tomando-se por base a projeção de SAFRAS & Mercado, de uma safra 2011/12 de café brasileira de 47,7 milhões de sacas.

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A comercialização da safra de café do Brasil 2011/12 (julho/junho) fechou o mês de março em 86% do total. O dado faz parte de levantamento de SAFRAS & Mercado, com base em informações colhidas até 31 de março. Com isso, já foram comercializados pelos produtores brasileiros 41,19 milhões de sacas de 60 quilos de café, tomando-se por base a projeção de SAFRAS & Mercado, de uma safra 2011/12 de café brasileira de 47,7 milhões de sacas.

A comercialização está abaixo de igual período do ano passado, quando 90% da então safra 2010/11 estava negociada. SAFRAS revisou o número de comercialização da safra do final de fevereiro de 2012, que agora é de 83%, contra 85% que foi indicado anteriormente. Assim, em março a comercialização andou 3 pontos percentuais. Essa revisão de fevereiro, segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Gil Barabach, vem em função do mercado nacional ter demonstrado que a oferta disponível restante da safra 2011 é maior do que se imaginava anteriormente, o que não descarta uma revisão para cima na estimativa da produção do ano passado. "Tudo vai depender do confronto entre oferta e demanda, baseado principalmente no fluxo externo ao final do ciclo comercial", avalia.

Para Barabach, o produtor que precisa de dinheiro está optando pela venda da safra 2011, ao invés de adiantar negociações com a safra 2012. "E o fluxo vem aumentando, primeiro com a presença de cooperativas e agora com a entrada mais ativa de produtores individuais", diz Barabach. Enquanto a oferta de conillon é muito restrita, em virtude do elevado volume de negócios entre os últimos meses de 2011 e o início de 2012, o volume de arábica remanescente é mais confortável para o período do ano, avalia o analista. Por isso, ele destaca que há o interesse do vendedor. Diante disso, não se descarta até uma revisão para cima nos números de safra de 2011. Tudo vai depender do confronto entre oferta e demanda, baseado principalmente no fluxo externo ao final do ciclo comercial.

Figura 1


As informações são da Agência Safras & Mercado, adaptadas pela Equipe CaféPoint.
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