Colômbia: safra deve ser reduzida pela falta de chuvas

As lavouras de café em Narino, principal província de cultivo da Colômbia, não recebem chuvas há mais de um mês, o que levanta preocupações acerca da produção, afirmou uma autoridade da indústria na terça-feira (26). Se as chuvas continuarem abaixo da média ainda no período de desenvolvimento, as cerejas se tornarão grãos pretos e pequenos, o que, em parte, prejudicará a qualidade, além de reduzir a produção.

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As lavouras de café em Narino, principal província de cultivo da Colômbia, não recebem chuvas há mais de um mês, o que levanta preocupações acerca da produção, afirmou uma autoridade da indústria na terça-feira (26).

A seca prolongada surge em um momento crucial para o desenvolvimento da safra intermediária do país, também conhecida como mitaca, já que as chuvas são essenciais no período de dezembro a fevereiro, quando acontece a formação dos grãos em cereja.

Narino é uma das quatro províncias colombianas que compõem a região sul de cultivo, que responde por cerca de 34% da produção nacional total, segundo a Federação Nacional de Produtores de Café (Fedecafe). A mitaca, uma das duas safras anuais da Colômbia, atinge o pico em maio e junho.

"Está muito seco e não tivemos chuvas por mais de mês em grande parte das regiões produtoras, enquanto as precipitações em dezembro também foram baixas", afirmou Juan Fernando Gutierrez, do comitê local de café de Narino, filial da Fedecafe. Se as chuvas continuarem abaixo da média ainda no período de desenvolvimento, as cerejas se tornarão grãos pretos e pequenos, o que, em parte, prejudicará a qualidade, além de reduzir a produção.

"Nós ainda não sabemos como a colheita será até que seja iniciada em abril, mas há risco de os grãos serem muito pequenos, de não conseguirem se desenvolver completamente", disse Gutierrez em uma entrevista durante uma visita à província.

Cafeicultores na Colômbia, terceiro maior produtor do mundo, continuam enfrentando dificuldades para se recuperar de dois anos de múltiplos problemas relacionados ao fenômeno El Niño, que em 2009 resultaram na menor safra em mais de 30 anos, após uma estiagem prolongada seguida por chuvas excessivas e pragas.

As informações são da Dow Jones, adaptadas pela equipe CaféPoint.
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Amúlio Lêntulus Pinto Loureiro
AMÚLIO LÊNTULUS PINTO LOUREIRO

CANAVIEIRAS - BAHIA - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 28/01/2010

Lendo esta matéria sobre a falta de chuvas na Colômbia, informo que algo parecido vem ocorrendo com os casfezais daqui do Sul da Bahia, onde aqui no município de Camacan (pode-se considerar a capital do café conilon do Sul Baiano) no mês de novembro de 2009 choveu 40 mm dezembro 29 mm e janeiro (até dia 28) 38mm, e uma temperatura bastante alta, com os dias bastante quentes. Portanto meses importantes para o desenvolvimento dos frutos.

Ressalto que pela primeira vez em 14 anos como cafeicultor em Camacan nunca vi os frutos do café ficarem pretos ainda agarrados à planta mãe. Por aqui a frustação da safra já é certa, e a qualidade inferior da mesma forma.

Acredito que em uma próxima previsão de safra emitida pela CONAB, os números em relação à produção do café conilon, sejam revistos para baixo, haja vista que tanto o Extremo Sul Baiano como o Norte do Espírito Santo, encontram-se com a mesma massa de ar quente estacionada.

Atenciosamente,

Amúlio Loureiro
Engº Agrônomo, produtor de café e Secretário de Agricultura de Camacan
Thiago Guidi
THIAGO GUIDI

NOVA VENÉCIA - ESPÍRITO SANTO - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 28/01/2010

Não somente na Colômbia está havendo problemas com o desenvolvimento dos grãos de café, pois a estiagem que inside no noroeste capixaba também está prejudicando a formação dos grãos. Não há uma previsão muito animadora para com a falta da chuva. Sem contar ainda, com o preço da saca cada vez mais abaixando. Realmente nós produtores de café não sabemos o que vai acontecer nesse 2010.

Tomara que esse quadro se torne favorável à produção de café.