Foto: Café Editora
O primeiro ponto está relacionado aos altos custos de transporte dentro da logística de exportação. De acordo o presidente da Analdex, Javier Díaz, esse custo é equivalente a 15% do preço do produto final, e dessa porcentagem, 37% corresponde aos custos de transporte, sendo este o maior item do processo. Para o diretor da Asoexport, Gustavo Gómez, reduzir esse gasto é o principal desafio.
"Quase 67% do café exportado da Colômbia sai de Buenaventura. Por isso, os problemas de ordem pública também aumentam o valor do transporte", disse Gómez. Assim, o desafio também está relacionado ao controle efetivo dos protestos, para evitar maiores custos de frete ou atrasos nas entregas aos clientes.
O segundo desafio está relacionado à capacidade de carga dos caminhões. De acordo com o diretor, um contêiner pode conter até 275 sacas de café, mas os caminhões podem transportar 500, um cálculo que não serve para muitos exportadores. "Estamos tentando associar empresas com destinos semelhantes para que a ocupação dos caminhões atinja 100%", afirmou o executivo. Uma iniciativa que já vem trabalhando com a Logyca, uma empresa que está desenvolvendo aplicativos para otimizar os embarques.
O terceiro desafio são as restrições que as empresas de exportação têm. Gómez disse que o guia de trânsito emitido pela Federação Nacional de Produtores de Café (FNC) só é emitido em determinados horários, o que atrasa a entrega do café. "Estamos procurando o que pode ser obtido online", acrescentou o diretor do sindicato, que também avalia a relevância deste documento ao fazer uma exportação.
O quarto desafio é para as empresas de transporte marítimo. Segundo o gerente da Hamburg Süd Colômbia, Liborio Cuéllar, desde a década de 1980 houve pouca inovação no transporte de café por contêineres. "O café é naturalmente úmido e, na viagem, adquire muito mais umidade. Sendo assim é usado um sistema de papelão para recipientes, o que não garante que o café chegue em ótimas condições. O problema é maior neste momento, onde há calor e chega o inverno", explica.
O quinto desafio seria com a velocidade na emissão do certificado de origem do café, necessário para receber o pagamento de compradores internacionais. Isso pode levar até mais de uma semana, o que gera perdas para as empresas que não recuperam o investimento.
O plano da ANI para as estradas terciárias
O presidente da Agência Nacional de Infraestrutura (ANI), Dimitri Zaninovich, disse que estão se desenvolvendo estradas terciárias como parte do plano de apoio à exportação de café e desenvolvimento de toda a cadeia. "Identificamos 700.000 bilhões de pesos (US$ 230,57 milhões) que poderiam ser investidos na melhoria das estradas dos departamentos de café, que seriam executados com o apoio dos comitês de café departamentais, dado que eles são os parceiros ideais porque conhecem seu terreno e têm uma institucionalidade organizada".
As informações são do www.larepublica.co./ Juliana Santin