Na Colômbia há cada vez mais cafeicultores que produzem e vendem o grão seguindo protocolos internacionais de sustentabilidade, como Rainforest Alliance, UTZ Certified, Fair Trade ou 4C, entre outros.
Uma das áreas chave da estratégia de valor agregado em que a Federação Nacional de Cafeicultores (FNC) trabalha intensamente é aumentar a presença e a participação dos cafés especiais colombianos no mercado nacional e internacional, em sintonia com uma demanda crescente.
A participação em concursos internacionais, a presença ativa nos eventos de maior renome do segmento, como as feitas de cafés especiais e concurso de baristas, assim como a expansão das lojas Juan Valdez Café na Colômbia e no exterior têm sido fundamentais nos últimos dez anos para gerar demanda e interesse pelos cafés especiais colombianos.
Paralelamente, desenvolveu-se uma estratégia igual ou mais complexa da perspectiva da oferta, para que os produtores colombianos – individualmente ou em associações – possam ser fornecedores viáveis desses exigentes mercados.
Esses esforços permitiram que, no primeiro trimestre do ano, 162,39 mil produtores tenham alcançado a verificação e/ou certificação de café orgânico, Rainforest Alliance, UTZ Certified, 4C, Nespresso AAA e/ou Starbucks Café Practices. No final de 2007, 24,372 mil fazendas cumpriam com esses padrões, o que implica que o número de cafeicultores vinculados a essas iniciativas vêm aumentando de maneira acelerada. O ano de 2012 fechou com 129,184 mil fazendas verificadas e/ou certificadas sob algum desses protocolos.
Esse notório crescimento reflete a solidez do setor institucional cafeeiro, o que inclui não somente a assistência técnica, mas também, a garantia de compra, a pesquisa científica e os controles de qualidade, logísticos e de rastreabilidade, permitindo que os cafeicultores participem de diferentes programas de cafés especiais.
O gerente comercial da Federação, Andrés Valencia, recorda que cada um dos diferentes selos de verificação ou certificação aprofunda, em maior ou menor grau, nos três pilares ou princípios da sustentabilidade: econômico, social e ambiental. “Todos os selos têm sobrepesos que motivam o cafeicultor a participar e garante que esses programas podem ser mantidos no tempo, já que implicam em investimentos. Além disso, todos os programa têm um componente educativo, no qual os cafeicultores, mediante a capacitação do Serviço de Extensão, aprofundam-se nos temas de seu interesse segundo o selo em que participam”.
Outro dos grandes valores agregados da Federação no tema de cafés especiais é que, mediante a gerência comercial, dá-se a tarefa de encontrar os clientes que paguem melhor por esses produtos. “Esse aumento das verificações ou certificações acompanham um aumento no volume de cafés sustentáveis vendidos pela Federação. “Como gerência comercial, nos esforçamos para que essa oferta de fazendas verificadas ou certificadas possa fornecer a demanda em selos que o mercado demanda”, disse Valencia.
A reportagem é de Federaciondecafeteros.org, traduzida e adaptada pelo CaféPoint.
Colômbia: promoção intensa e contínua
A participação em concursos internacionais, a presença ativa nos eventos de maior renome do segmento, como as feitas de cafés especiais e concurso de baristas, assim como a expansão das lojas Juan Valdez Café na Colômbia e no exterior têm sido fundamentais nos últimos dez anos para gerar demanda e interesse pelos cafés especiais colombianos. E as certificações de sustentabilidade têm sido importante neste projeto.
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