Chuvas torrenciais tornarão mais difícil para a Colômbia aumentar a produção local de café em 2011/12, informou Luís Genaro Muñoz, gerente geral da Federação Nacional dos Cafeicultores do país (Fedecafe).
A colheita do grão na temporada iniciada em 1º de outubro deste ano provavelmente totalizará 8,5 milhões de sacas de 60 quilos cada, volume inalterado ante 2010/11, segundo ele. "Nós não esperamos elevar a produção", disse Muñoz em uma entrevista por telefone. "O clima neste ano tem sido pior do que no ano passado."
Chuvas pesadas prejudicaram safras consecutivas na Colômbia - principal produtor global de grão arábica depois do Brasil - e reduziram a oferta mundial. A condição climática deste ano afetou as lavouras, derrubando as cerejas dos pés, e a umidade excessiva gerou um fungo em algumas plantas.
Estradas bloqueadas por deslizamentos de terra também impedem o transporte de café das fazendas nas regiões andinas para os portos. "A Colômbia tem um sério problema de estradas", revelou Muñoz.
Os grãos cultivados nas áreas montanhosas são valorizados por seus sabores suaves e recebem um prêmio em relação aos preços internacionais. Na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), o vencimento março do café arábica encerrou cotado a 235,40 cents por libra-peso na quarta-feira, dia 23.
As informações são da Dow Jones, publicadas pela Agência Estado e adaptadas pela Equipe CaféPoint.
Colômbia: produção deve ficar estável em 2011/12
A Colômbia, segundo maior produtor mundial de grão arábica, foi prejudicada pelas chuvas pesadas em safras consecutivas e reduziram a oferta mundial. Nessas condições, ficará mais difícil para a Colômbia aumentar a produção local de café em 2011/12, informou o gerente geral da Federação Nacional dos Cafeicultores do país (Fedecafe).
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