A produção de café da Colômbia deverá aumentar 50% nos próximos cinco anos para alcançar uma colheita de 14 a 15 milhões de sacas de 60 quilos sem aumentar a área cultivada, disse o gerente da Federação Nacional de Cafeicultores do país, Luis Genaro Muñoz.
Para alcançar essa meta, é necessário, segundo Muñoz, renovar anualmente 70.000 hectares e manter os níveis de fertilização que ajudem a aumentar a produtividade. "Estamos completamente focados, falando desse ano e do seguinte de recuperar a produção habitual média da Colômbia, de 11 milhões e meio de sacas, e seguir aumentando a produtividade".
Segundo Muñoz, o plano é "ter um ritmo de renovação em uma curva que nos leve em cinco anos a 14 ou 15 milhões de sacas na área que temos". Ele disse que esse ano o processo de recuperação da colheita avança satisfatoriamente pelo bom comportamento do clima, níveis de fertilização e boa floração dos arbustos. "Depois desse período tão angustiante e tão dramático para a Colômbia de chuvas que produziu a queda da produção em nosso país no ano passado, a cafeicultura começa a se recuperar e vai fazer isso durante 2010, particularmente quanto ao volume".
"Tudo indica que o segundo semestre será, sem dúvida alguma, melhor que o primeiro semestre na Colômbia. Isso supõe que a Colômbia terá entre 10 e 11 milhões de sacas".
A produção de café da Colômbia em 2009 foi a pior em mais de três décadas ao cair para 7,8 milhões de sacas das 11,4 milhões produzidas em 2008, como consequência das chuvas, da baixa fertilização e de um programa de renovação de cultivos.
Muñoz disse ainda que, apesar de a colheita de abril poder ser o dobro da do mesmo mês de 2009, que foi de 345.000 sacas, o primeiro semestre fechará com uma produção de cerca de 4,5 milhões de sacas, sendo que a meta inicial era de 5, 1 milhões. Ele disse que a Federação está revisando suas metas para os próximos anos e que espera elevar sua produção sem aumentar a área cultivada de 887.000 hectares.
Ele admitiu que o déficit da oferta mundial de café abre uma oportunidade para a Colômbia e destacou que, apesar da crise econômica mundial, o consumo não caiu. Ele citou as lojas Juan Valdez e disse que o plano para o futuro imediato somente contempla a abertura de poucos locais. Nos Estados Unidos, o negócio da marca de café Juan Valdez está focado nos aeroportos, que são locais de alto tráfego de pessoas e alta exposição à marca, enquanto na Espanha se estabilizou, no Equador se busca passar de 10 a 20 lojas e no Chile se mantém a aliança com o grupo Falabella.
Muñoz disse que a Colômbia busca aumentar a produção de cafés especiais depois que, em 2009, foram exportadas 1,1 milhão de sacas, enquanto que se minimizou o fato de o país ter sido deslocado pela Indonésia do terceiro lugar como produtor mundial. Agora, o país é o quarto depois do Brasil, Vietnã e Indonésia, mas se mantém como principal abastecedor de café suave, de forma que recebe prêmio por sua qualidade. "Hoje estamos focados em ser o fornecedor do melhor café do mundo, o mais confiável, um fornecedor altamente especializado no que se requer".
A reportagem é da Reuters, traduzida e adaptada pela Equipe CafePoint.
Colômbia: produção deve aumentar 50% em cinco anos
A produção de café da Colômbia deverá aumentar 50% nos próximos cinco anos para alcançar uma colheita de 14 a 15 milhões de sacas de 60 quilos sem aumentar a área cultivada, disse o gerente da Federação Nacional de Cafeicultores do país, Luis Genaro Muñoz. Para alcançar essa meta, é necessário, segundo Muñoz, renovar anualmente 70.000 hectares e manter os níveis de fertilização que ajudem a aumentar a produtividade.
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