Os cafeicultores de Huila, na Colômbia, seguem produzindo com perdas, apesar da ajuda que estão recebendo do Governo nacional, pois o preço interno do café não passa dos 550.000 pesos (US$ 287,50) até agora nesse ano, situação que está gerando grandes perdas aos cafeicultores.
Em dois anos, o valor por carga de 125 quilos caiu em mais de 50%, passando de tetos históricos de 1.164.000 pesos (US$ 608,468) em 2011, para somente 462.625 pesos (US$ 241,83), de acordo com dados de 12 de agosto da Federação Nacional de Cafeicultores do país.
O diretor executivo do Comitê Departamental de Cafeicultores, Héctor Falla Puentes, disse que embora atualmente os cafeicultores colombianos estejam recebendo 165.000 pesos (US$ 86,25) a mais por causa da Proteção do Rendimento do Cafeicultor (PIC), o preço segue sofrendo baixa para compensar os gastos de produção, situação nada favorável para o bolso dos cafeicultores.
Para os especialistas, esse preço é um dos mais baixos registrados nos últimos anos, situação gerada principalmente pela crise nos mercados internacionais.
Segundo o histórico de preços publicado diariamente pela Federação Nacional de Cafeicultores, desde 2 de janeiro de 2013 até dia 13 e agosto, em Neiva o preço do café oscilou entre 522.875 pesos e 462.625 pesos (US$ 273,32 e US$ 241,83).
No entanto, no ano passado na capital de Huila, o café caiu em média em 39,59%, ou seja, os cafeicultores deixaram de receber em média 373.000 pesos (US$ 194,98) por cada carga de 125 quilos de café pergaminho seco que comercializaram.
Porém, comparando a cotação histórica reportada pelo grão na Colômbia em 2011, período em que o preço do café (125kg) chegou a 1.164.000 pesos (US$ 608,46), as perdas são mais preocupantes.
Atualmente, o cafeicultor em Huila está recebendo em média 627.000 pesos (US$ 327,75) por carga de café (125kg). “Nesse momento, a carga de café está em cerca de 540.000 pesos (US$ 282,27) e, com o subsídio, está chegando a 620.000 pesos (US$ 324,09), que continua insuficiente para as expectativas dos cafeicultores e que, sem dúvidas, está gerando inconvenientes para produzir”, disse Puentes.
O membro do Comitê Departamental de Cafeicultores, Jesús Orlando Lópes Meneses, destacou que é urgente cuidar dos interesses econômicos das 580.000 famílias que dependem do café, pois atualmente, segue-se produzindo com perdas.
“Nesse momento em que estamos pensando em aumentar a produtividade, que temos que usar fertilizantes, torna-se improdutivo o preço atual, considerando que estamos falando de 580.000 famílias cafeicultoras das quais 92% são de pequenos cafeicultores, que não têm outras renda além da produção de café. Então, nesse momento, o cafeicultor ou tem para comer ou tem para o manejo do cultivo e fertilização. Uma carga de café produzida no país custa mais do que se paga atualmente, de forma que é necessário ter um preço base”.
A reportagem é do Lanacion.com.co, traduzida e adaptada pelo CaféPoint.
Colômbia: preço interno do café não se recupera
Os cafeicultores de Huila, na Colômbia, seguem produzindo com perdas, apesar da ajuda que estão recebendo do Governo nacional, já que o preço interno do café cru (125Kg) não passa dos 550.000 pesos (US$ 287,50) até agora nesse ano, situação que está gerando grandes perdas aos cafeicultores.
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